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Recife mais tranquilo após proibição de acesso das torcidas organizadas
postado em 04/05/2012 08:20 / atualizado em 04/05/2012 08:27
O promotor Ricardo Coelho, da Procuradoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), acredita que os vetos à Inferno e à Jovem foram essenciais para apaziguar a cidade. Embora defenda a proibição a todas as organizadas envolvidas em confusões, ele considera que a medida limitada acaba servindo de exemplo. “A decisão influenciou a conduta da Fanáutico”, diz. Coelho ressalta que a pacificação é ainda mais valiosa diante das polêmicas com arbitragem e da troca de farpas entre jogadores e dirigentes de Sport, Náutico e Santa Cruz.
Para o presidente da FPF, Evandro Carvalho, o veto às organizadas é apenas uma das causas para o cenário mais tranquilo. “Também houve o aprimoramento do aparelho policial e a nossa decisão de antecipar a venda de ingressos”, afirma.
Ao contrário dos representantes do MPPE e da FPF, o juiz titular do Juizado Especial do Torcedor de Pernambuco (Jetep), Aílton Alfredo de Souza, não vê mérito no veto às uniformizadas. “Sempre que há uma grande confusão, surgem medidas, promessas, e as coisas se acalmam, até as pessoas esquecerem e tudo voltar a ser como era. Isso se repete há anos.” Para ele, a proibição é ilusória. “O pessoal continua indo ao estádio, cantando junto. É impossível barrar.”