Ilha do Retiro
O tempero da crise
Clube recorre à superstição para se livrar da má fase dentro de campo
postado em 29/08/2012 08:37 / atualizado em 29/08/2012 08:40
Domingo passado, a bola parecia ter vontade própria no Clássico dos Clássicos. O drama rubro-negro ecoou nas traves e nas defesas milagrosas do goleiro adversário. De consolo, apenas a boa atuação da equipe. É nela que os jogadores e o técnico Waldemar Lemos se agarraram. Para sair do buraco, a crença é no futebol. “Superstição, né? Tem até no vestiário. Eu não acredito nisso. Acredito em trabalho. Só falta a carne agora. Já tem bastante sal grosso para o churrasco”, brincou Magrão, acompanhado por Waldemar. “Não sei dessa história aí não, mas se trabalharmos e cumprirmos nossa obrigação como profissionais, as coisas vão dar certo”, comentou o treinador.
Waldemar tem razão. Ano passado, não adiantou o presidente saldar a suposta “dívida” com um pai de santo da cidade. Desarrumado em campo, o Sport não resistiu ao rival Santa Cruz nas finais do Pernambucano. O boi virou motivo de piada. Principalmente por parte dos tricolores, que acabaram comemorando o título estadual. A atitude do presidente, inclusive, recebeu várias críticas de boa parte da torcida, indignada com a exposição do clube em rede nacional. Ontem, ninguém na Ilha do Retiro quis dizer de quem partiu a ideia de espalhar o sal grosso.
O certo é que o Sport vai precisar muito mais do que superstição para sair da incômoda situação. A sequência que inicia diante do Flamengo emenda contra Santos e Cruzeiro, na Ilha, e Palmeiras, em São Paulo. Dois pontos atrás do Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Sport não pode mais se dar ao luxo de jogar apenas pelo empate, independentemente do adversário ou do local da partida. Ontem, após o treino da manhã, a delegação embarcou à tarde para o Rio de Janeiro sem time titular definido. Hoje, o último treino será nas Laranjeiras.