Nordestão
Sob olhar da Fifa, Sport e Fortaleza inauguram primeiro estádio da Copa
postado em 27/01/2013 10:50 / atualizado em 27/01/2013 10:55
Os jogos válidos pelo Nordestão foram aceitos pela comitiva da Fifa, que terá o seu secretário-geral, Jérôme Valcke, presente na tribuna de honra do Castelão. No entanto, mesmo com o tom festivo, o estádio não irá incorporar o “Padrão Fifa” ao pé da letra. Em estrutura, sim. Apesar da correria nos últimos dias para finalizar os trabalhos de acabamentos.
De fato, o estádio de 64 mil lugares é forte candidato a um dos mais bonitos da Copa, mas velhos hábitos impediram o planejamento original. Tradicionalmente, na Copa do Mundo não há divisão de torcida nas partidas. Nem na entrada, onde na verdade o que acontece é a integração do público na esplanada, e nem nos assentos. Brasileiros e argentinos, ingleses e alemães. Tanto faz. Neste domingo, infelizmente, não será possível.
Uma reunião que contou com 15 órgãos públicos e o consórcio responsável pela arena definiu que haveria, sim, a divisão de torcida. Todas elas devidamente setorizadas. As principais torcidas uniformizadas de Fortaleza e Ceará também foram vetadas. Até mesmo o acesso tornou-se distinto, com o norte para alvinegros e rubro-negros, e sul para os dois tricolores, cearense e baiano.
Com isso, mesmo com o aparato de mil policiais, o dia histórico, não só para o futebol nordestino como para todo o esporte no país, teve de se curvar a um problema de difícil solução, mesmo tendo a favor um estádio do porte do renovado Castelão. Controlar as massas e transformar o domingo em pura festa é o dever dos organizadores locais. Em um contexto tão importante, a presença do Sport. Se os cearenses trabalham pela aprovação da Fifa no pioneiro teste, o leão pernambucano tem a chance de escrever o seu nome na história do estádio, com o primeiro gol. A favor ou contra? Em jogo, uma boa imagem para todos os envolvidos. Torcida, times, governo, consórcio e o próprio Brasil.