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Vila construída no Riacho Fundo I está pronta há seis meses, mas não é utilizada

Apesar do investimento de quase R$ 5 milhões, nunca foi inaugurada. Local acumula mato e sujeira, e é visitado por ratos e cobras

Ana Cláudia Felizola - Correio Braziliense

Publicação:

16/01/2012 08:37

 

Atualização:

16/01/2012 09:12

Ed Alves/CB/D.A Press
O mato no local é sinal da falta de conservação do espaço
Enquanto muitos atletas, até mesmo os de ponta, sofrem com a falta de uma estrutura apropriada para treinamentos, os moradores do Riacho Fundo I têm uma Vila Olímpica de mais de 10 mil metros quadrados, mas não podem usá-la. O complexo sob a cautela da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEL) do Governo do Distrito Federal (GDF) foi resultado de um investimento de R$ 4,98 milhões e está pronto desde julho do ano passado, mas nunca foi inaugurado.

A unidade é a única entre as nove entregues para a SEL que ainda não entrou em funcionamento. As demais recebem neste mês as inscrições dos alunos (cerca de 2 mil por região), beneficiados com aulas gratuitas de diversas modalidades esportivas. Mas se faltam pessoas usando as instalações, sobram companhias nada agradáveis aos dois vigilantes que trabalham no local (um durante o dia e outro à noite): besouros, ratos e até mesmo cobras são visitantes frequentes.

E não é para menos: intocado desde a sua conclusão, o complexo vê o mato crescer livremente e os detritos trazidos pelo vento se espalharem pelas salas de aula vazias. Na piscina, o cenário é pior. A água tem coloração verde e acumula sujeira nos cantos. Mas, de acordo com funcionários da Administração Regional do Riacho Fundo I, não há risco de ali ser um foco de dengue. Eles sustentam que a vigilância sanitária teria aplicado veneno como prevenção. Além disso, os aparelhos novos de ginástica ficam sem uso a céu aberto, expostos a sol e chuva.

Diante das queixas da comunidade, a Administração se diz de mãos atadas. A reclamação é de que a Secretaria nunca procurou o órgão para que uma parceria fosse firmada. Segundo o gabinete, a alegação para que o espaço permaneça fechado é de que não há verba para a contratação de professores — problema que — eles argumentam — poderia ser resolvido por meio de convênios, caso a Administração ajudasse no gerenciamento da Vila Olímpica. O administrador Artur Nogueira lamenta. E diz que não faltaram pedidos à SEL para essa participação. “Tenho reivindicado para ajudarmos a gerenciar. A comunidade pede muito que o centro seja colocado em funcionamento.”

Em entrevista ao Correio, o secretário de Esportes, Célio René, deu outra versão: “Agora que já temos um formato básico, aceitamos projetos de qualquer manifestação esportiva, mas temos algumas regras de cuidado antes de colocar as atividades. A instituição tem que apresentar um programa para que essas ações sejam contempladas. Nós estamos abertos a todas as administrações regionais”, argumentou.

René disse ainda que o Centro Olímpico do Riacho Fundo I não está fechado por falta de professores, e sim por uma decisão do órgão de abrir outras unidades antes. “Optamos por deixar esse por último porque outros centros ficam em locais mais precários. Na Estrutural, por exemplo, se você não abre, tem invasão”, comparou. O secretário comprometeu-se a colocar a Vila em funcionamento depois que os três novos complexos inaugurados no fim do ano passado — Brazlândia, Estrutural e Santa Maria — estiverem plenamente organizados.

Mudança de comando
No início do ano passado, uma decisão judicial cancelou o contrato que o GDF tinha com organizações não governamentais (ONGs) para a administração dos centros olímpicos. Os espaços passaram, então, a ser dirigidos pela Secretaria de Esportes.

Nova vistoria
Informado sobre o estado da Vila Olímpica do Riacho Fundo I, o secretário de Esportes, Célio René, admitiu que será necessária uma nova vistoria no local antes que seja inaugurado. “Vamos ter de fazer uma força-tarefa para deixar pronto para a população. Mas, pelas experiências
dos outros centros olímpicos, dá para fazer isso em dez dias.”

"Optamos por deixar esse por último porque outros centros ficam em locais mais precários. Na Estrutural, por exemplo, se você não abre, tem invasão"'
Célio René, secretário de Esportes do DF

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