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Samba no pé

Correio apresenta o mata-mata da Liga dos Campeões em ritmo de carnaval

Órfão de um protagonista desde 2007, quando Kaká foi artilheiro e número 1 do mundo, Brasil aposta, a partir de hoje, na ginga do passista Lucas.

Marcos Paulo Lima - Correio Braziliense

| Tags: celular 

Publicação:

12/02/2013 12:35

Ô abre-alas que o mata-mata da Liga dos Campeões da Europa quer passar. Em ritmo de marchinha de carnaval, o principal torneio de clubes do mundo invade a passarela do Correio exibindo como destaque do carro alegórico do Paris Saint-Germain uma das esperanças de que o Brasil volte a ter um protagonista no principal torneio de clubes do mundo. Aos 20 anos, o meia-atacante Lucas é um dos 39 jogadores ausentes na fase de grupos, mas inscritos para as oitavas de final. Vendido pelo São Paulo por 40 milhões de euros, o novo componente da escola comandada pelo italiano Carlo Ancelotti está na concentração, à espera do apito inicial do duelo contra o Valencia, hoje, às 17h45, no Estádio Mestalla.

Lucas mora em Paris, mas, a partir de hoje, sonha com uma nova excursão até a Inglaterra. A final da Liga dos Campeões deste ano está marcada para 25 de maio, no lendário Estádio Wembley, em Londres, onde Lucas perdeu a medalha de ouros nos Jogos Olímpicos de 2012 e o último amistoso da Seleção Brasileira, na quarta-feira passada, para os donos da casa.

O novo astro do PSG carrega nos ombros um peso enorme. Há pouco tempo, o país do futebol tinha uma coleção de protagonistas no torneio. A lista tinha Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Cafu, Fred, Roberto Carlos… De uma hora para outra, a fonte secou e a entressafra deixou o país carente de uma referência no torneio. Alexandre Pato, Robinho e Diego tentaram dar continuidade aos anos de encanto e magia do futebol arte, mas fracassaram e aos poucos assumiram o papel de coadjuvantes.

Enquanto Neymar não deixar o Brasil para se exibir na Europa, Lucas será o centro das atenções. O último brasileiro eleito o melhor do mundo foi Kaká. Em 2007, o brasiliense usou a Liga dos Campeões da Europa como atalho para a consagração. Artilheiro com 10 gols, conduziu o Milan ao heptacampeonato.

Desde então, o país nascido para jogar futebol — como diz o slogan escrito na camisa da Seleção Brasileira — viu o português Cristiano Ronaldo faturar a Bola de Ouro em 2008, e o argentino Messi ser tetracampeão de 2009 a 2012. Para piorar, a fábrica verde-amarela amarga um outro jejum: a última vez que tivemos um representante entre os finalistas do prêmio foi em 2009, com Kaká.

Lucas ainda não fez gol em seis exibições (410 minutos) com a camisa do PSG, todas elas pelo Campeonato Francês, mas tem sido um garçom eficiente para o astro da companhia — o sueco Ibrahimovic. Apesar do jejum de gol, o astro demonstra tranquilidade. “Eu tenho sido feliz nas assistências. Quero sempre ajudar o time, seja com gols, assistências ou na marcação. Para mim, importa ver minha equipe vencendo”, discursou antes do embarque para Valencia.

Embora seja estreante a Liga dos Campeões, Lucas sabe que o PSG não terá facilidade diante do Valencia, finalista em 2000 e 2001. “No futebol ninguém sabe o que vai acontecer, o jogo é cheio de surpresas. Temos um elenco qualificado e podemos sonhar, sim, vamos brigar até onde conseguirmos para chegarmos o mais longe possível”, alertou.

Leia mais na edição desta terça-feira do Correio Braziliense

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