Especial
Voar é para passarinho
Alguns jogadores de Náutico e Sport sofrem com a Série A pelo medo de viajar de avião
postado em 30/05/2012 08:30 / atualizado em 30/05/2012 08:33
O tal do “medo de avião” não é exclusividade de Belchior (aquele mesmo, da música “Foi por medo de avião, que eu segurei, pela primeira vez, na sua mão…”). Que o digam o volante alvirrubro Derley e o goleiro rubro-negro Saulo. Depois de experiências complicadas nos céus, ambos ficaram “traumatizados”. Hoje, ao menor sinal de turbulência, suam frio, tremem e pensam imediatamente no pior.
A fobia de Derley surgiu quando defendia o Internacional, depois de um voo de Porto Alegre para São Paulo. “Ia jogar contra o Corinthians. Eu estava na janela do avião, que quando chegou a dois metros do chão, arremeteu. Estava chovendo e eu quase desmaiei”, conta, achando graça da própria situação. Para driblar o medo, o volante costuma brincar no celular ou no notebook, ouvir música, andar pelo corredor e conversar com os outros integrantes da delegação timbu. “Não durmo nem cinco minutos. E, a cada turbulência ou quedinha de cinco ou dez segundos, já penso: ‘É agora!’. O pior é quando acendem o aviso de apertar cintos”, afirma o atleta, que, agora, faz questão de não sentar na janelinha.
Apesar da boa relação com Magrão, os dois goleiros do Sport nunca viajam juntos. E não é por causa do tamanho deles. “Ele já está acostumado a voar e fica tirando onda comigo. Quem vai comigo é o roupeiro, Leguelé (Manoel Augusto de Almeida), que também morre de medo de avião. Um fica dando apoio ao outro”, diz.
Leguelé, que começou a viajar com a delegação em 2011, confirma a história. “A gente sempre vai junto. A mão de Saulo fica toda suada, quando o avião sobe ou desce.” Se dependesse dele, os 19 adversários da Série A jogariam nos Aflitos. “Seria fora de casa do mesmo jeito”, brinca o roupeiro, que faz questão de ficar acordado durante o voo. “E eu vou morrer dormindo?”