Após o fim da Série A do ano passado, Sérgio Guedes ganhou a alcunha de salvador da pátria no Sport. Mesmo não livrando o Leão do rebaixamento, o treinador, terceiro a comandar a equipe naquela competição, tinha sido o único a conseguir fazer o time render e mostrar um bom futebol. Como tinha um compromisso com o XV de Piracicaba, o técnico voltou ao interior paulista, mas deixou as portas da Ilha do Retiro abertas para um possível retorno.
Na Série B, pela primeira vez, técnico vai começar uma competição no Leão
A volta aconteceu com a saída de Vadão, após a eliminação na Copa do Nordeste. Mas, pela segunda vez, Sérgio Guedes chegava ao Sport para consertar algo que estava errado e de novo tendo que se virar com as peças que tinha em mãos. A mudança na postura do time chegou a empolgar a torcida, entretanto, o desempenho do Leão despencou na reta final. E muito disso acabou caindo na conta do treinador. Vale ressaltar, entretanto, que em nenhum dos dois campeonatos (Brasileiro e Pernambucano) o técnico pôde contar com algum jogador indicado diretamente por ele.
Nesta Série B, entra um novo momento na “Era Sérgio Guedes”. Pela primeira vez, o treinador inicia uma competição no comando do Sport. E não apenas como responsável pelo que acontece dentro das quatro linhas. Guedes está participando ativamente da indicação de jogadores, em reuniões diárias com o diretor de futebol Marcos Amaral e membros do conselho gestor.
Até agora, a seis dias do início da Segundona, o time trouxe três reforços: o lateral esquerdo Marcelo Cordeiro, que fez sua estreia no primeiro confronto com o ABC, válido pela segunda fase da Copa do Brasil, e os atacantes Nunes - que deve vestir a camisa rubro-negra pela primeira vez, amanhã, contra o mesmo ABC - e Jonathan Balotelli, uma das revelações do Estadual desse ano.
Marcelo Cordeiro e Balotelli, por sinal, vieram com o aval de Guedes, mas no caso do experiente Nunes, o jogador vem bancado pelo treinador, com quem trabalhou no Santo André-SP, em 2009. Uma nova reivindicação do comandante é o paraguaio Pablo Escobar. O meia de 34 anos defende atualmente o The Strongest (BOL). Esta negociação, porém, está emperrada. Os dirigentes da equipe boliviana tem colocado muitos entraves para a saída de seu artilheiro e capitão.