Seleção

ESPECIAL CACARECO

Revolução Pernambucana: a vez em que o estado representou o Brasil na Copa América de 1959

CBD deu a Pernambuco a condição de vestir a camisa canarinho no Equador

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postado em 15/06/2015 08:00 / atualizado em 02/06/2016 19:56

Brenno Costa /Diario de Pernambuco , Alexandre Barbosa /Diario de Pernambuco

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ATUALIZAÇÃO: O especial sobre a Seleção Cacareco foi publicado pelo Superesportes em 15 de junho de 2015, em virtude da realização da Copa América de 2015, no Chile. Com a disputa de um torneio extra este ano, nos Estados Unidos, comemorativo ao centenário da competição, relembramos essa incrível história, sobre os dias em que a Seleção Pernambucana foi a Seleção Brasileira, justamente, numa Copa América Extra.

O futebol local ainda engatinhava quando a Seleção Pernambucana formou a sua primeira face. Era o ano de 1905. A Liga, fundada há apenas três meses, reuniu atletas amadores locais para encarar um grupo de ingleses na campina do Derby, centro do Recife. Ali estava plantada a primeira semente de um esquadrão que iria crescer e tomar forma de Seleção Brasileira. Pernambuco já foi a pátria de chuteiras dentro das quatro linhas. Trocou o azul e branco pelo verde e amarelo. Superou uma boa dose de preconceito ao receber o apelido de Cacareco. Foi em 1959, em uma edição extra do Sul-Americano, no Equador. Torneio que se transformou na Copa América.

>>>Capítulo 2: Estilo militar, aulas de hino, falha no avião e problema no bicho: os bastidores da Cacareco
>>>Capítulo 3: Canarinho vira Cacareco: a origem do apelido para a Seleção só de pernambucanos
>>>Capítulo 4: Clique aqui e veja a galeria de fotos narra a trajetória completa da Seleção Cacareco
>>>Capítulo 5: Zé Maria, Givaldo e Fernando: relatos e a história de quem esteve com a Seleção
>>>Capítulo 6: Webreportagem relembra a trajetória da Seleção Cacareco com depoimentos. Assista! 

O Campeonato Brasileiro de Seleções
Naquele contexto, as seleções estaduais eram parte pulsante do futebol nacional. Havia, inclusive, o Campeonato Brasileiro disputado por esses selecionados. Completava o calendário do país junto aos estaduais de clubes. “Esse Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais tomava atenção com força do público e da imprensa. Era muito valorizado”, lembra o pesquisador Carlos Celso Cordeiro.

Arquivo/DP/D.A Press
Pernambuco era um estado de nível médio, que apenas ensaiava incomodar as grandes potências São Paulo e Rio de Janeiro. Tinha, no entanto, o presidente da federação, Rubem Moreira. Um homem bem articulado politicamente e de pulso forte nos bastidores. Ele viu uma oportunidade ímpar de transformar o estado na Seleção Brasileira.

Estava disposto a encarar o peso de representar a equipe que acabara de conquistar a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, com Pelé e Garrincha. Esse mesmo grupo havia disputado a primeira edição do Sul-Americano no ano seguinte. Foi vice-campeão perdendo para o Uruguai e estaria esgotado fisicamente para atuar em uma edição extra.

O braço forte de Rubem Moreira
Pernambuco, então, recebeu a honraria de João Havelange, presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) que, em troca, ganhou apoio político na região. “Rubem Moreira foi glorificado pela imprensa e pelo torcedor porque deu uma prova de prestígio, não só dele, mas do futebol pernambucano. Ele tinha uma influência grande na região e, por isso, poderia trazer votos para o presidente da CBD, João Havelange”, conta o jornalista Lenivaldo Aragão.

Na época, Rubem Moreira já tinha noção do seu feito. “Antes de mais nada, devo esclarecer que não foi pequeno o esforço desenvolvido para conceder a Pernambuco a honra de defender o Brasil numa competição internacional de futebol. Qual estado brasileiro não se sentiria honrado e jubiloso de representar a CBD numa competição internacional? A batalha foi grande, porém, o prestígio e o poderio do futebol pernambucano subiram a tal ponto que, finalmente, foram reconhecidos pela alta direção da CBD”, disse em declaração publicada no Diario de Pernambuco.
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