Treze anos e três cirurgias separam o volante Washington e o atacante Rafael. O sonho de melhorar de vida usando o futebol como trampolim, no entanto, os une no Ipojuca. Capitão do time, Washington, ou Vorginho como é chamado, ainda não perdeu a esperança de jogar em um grande clube, mesmo já com 34 anos. Já Rafael não esconde o orgulho do apelido dado pelos amigos de Pato, pela “semelhança” com o atacante Alexandre Pato, do São Paulo. No entanto, a inspiração vem de outro craque. Ronaldo Fenômeno. Pela carreira de sucesso e a história de superação. Assim, como o Fenômeno, o atacante do Ipojuca vem sofrendo com lesões no joelho. Aos 21 anos, já passou por duas cirurgias no direito e uma no esquerdo. Mesmo assim, continua acreditando. Ao ponto de pedir demissão do emprego de vendedor para se dedicar exclusivamente ao Ipojuca. Quer ser chamado um dia de Rafael Pato
Na última quinta-feira, o atacante foi barrado pelo técnico Lima do amistoso contra o sub-20 do Náutico. Na véspera, havia sofrido um acidente de moto. Chegou para a partida com escoriações na perna esquerda e foi vetado. Não escondeu a insatisfação de ficar de fora. Mas encarou como mais um contratempo. Afinal, espera estar pronto para a estreia do time na Série A2, contra o Timbaúba. E o seu primeiro jogo como profissional.
“Para mim, é muito importante estar aqui no Ipojuca. É o primeiro passo. Já poderia ter me profissionalizado antes, mas as lesões não deixaram. Rompi o ligamento dos dois joelhos jogando futebol. Mas agora ele estão melhores do que antes. Agora eles têm placa de zinco, pino, parafuso....”, diz. “A minha inspiração é o Ronaldo. A diferença é que ele lesionou o joelho quando já era milionário.”
Capitão da equipe, Vorginho usa sua própria experiência para motivar os companheiros
Ao contrário de Rafael, Vorginho vai para a sua quarta Série A2. Morador de Camela, distrito de Ipojuca, já disputou a competição por Cabense, Ferroviário do Cabo e pelo próprio Ipojuca, na primeira participação do clube, em 2012. Capitão da equipe, usa sua própria experiência para motivar os companheiros. De carreira e de vida.
“Na vida de jogador não se pode perder a esperança. Tem que acreditar nas oportunidades. Do contrário, eu já teria parado há muito tempo. Para mim, essa Série A2 é mais uma vitrine.”
Série A2 do Pernambucano alia precariedade e sonhos
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