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OSCILAÇÃO

O "transtorno bipolar" que atormenta Sport e Náutico no Campeonato Brasileiro de 2014

Oscilação em campo tem balançado a confiança dos dois times pernambucanos

postado em 25/09/2014 12:43 / atualizado em 25/09/2014 15:08

DP/D.A Press
A euforia do Sport depende de onde é o jogo. Se é em casa, na Ilha do Retiro ou até mesmo na Arena Pernambuco, a confiança é alta, beira o G4. A torcida vai para o jogo confiante, feliz. Bem diferente de quando o jogo é fora de casa. A derrota passou a ser o resultado esperado. O G4 se distancia. A Sul-Americana aparece como o provável prêmio de consolação pela Libertadores.

Assim também acontece no Náutico. No caso, não é rodada a rodada. Depende do "estado de espírito" do time. Quando Dado Cavalcanti assumiu, no início de agosto, encontrou uma força no time que ninguém pensava existir. A boa sequência de resultados fez o objetivo deixar a "fuga do rebaixamento". A vitória sobre o Ceará deixou o time a quatro pontos do G4. O treinador admitiu a mudança de metas. Queria buscar o acesso. Desde então, o time não venceu mais.

 

As razões
Como ficou claro no início, a irregularidade do Sport está no mando de campo. No Recife, a equipe rubro-negra faz campanha digna de Copa Libertadores da América. O time é o segundo melhor mandante da competição. Somou 27 pontos até agora. Está empatado com Grêmio e Internacional. Fica atrás apenas do líder absoluto Cruzeiro, adversário deste sábado.

Longe do Recife, a situação é oposta. O clube somou apenas cinco pontos. Está na 15ª posição, somando apenas os jogos como visitante. O aproveitamento, por exemplo, é o mesmo do Palmeiras - assombrado pelo fantasma do rebaixamento à Série B do Brasileiro.

Já o Náutico pode ser dividido em três momentos nesta Série B. Antes de Dado Cavalcanti, a equipe tinha o rebaixamento como realidade. Pensava jogo a jogo para subir. Mas o treinador veio e deu novo ânimo ao clube. De cara, foram três vitórias. A confiança cresceu até que o time bateu o Ceará, na Arena Pernambuco, pela 22ª rodada, e ficou a quatro pontos do G4. As declarações eram só otimismo.

Agora, no entanto, o treinador enfrenta uma nova fase. Tem encontrado dificuldade no setor de criação com o mau rendimento de Cañete. Com isso, perdeu dois jogos e empatou com a Portuguesa, na última rodada. O discruso voltou a ser o de outrora. Nada de pensar no acesso. O foco é jogo a jogo.