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De pai para filho: Eduardo Baptista fica perto de repetir feito de Nelsinho no Sport

Depois de 2008, treinador deve ser o único a ficar todo o Brasileiro no clube

postado em 12/11/2014 11:55 / atualizado em 12/11/2014 13:10

Pedro Galindo /Especial para o Diario

DP/D.A Press
Na história do Sport, são poucos os exemplos de treinadores que conseguiram se manter no comando rubro-negro durante um Brasileirão inteiro. De modo geral, as campanhas irregulares do clube na competição terminam ocasionando muitas trocas de técnicos, e somente os mais prestigiados pela torcida ou pela diretoria conseguem resistir às sequências de maus resultados. É o caso de Eduardo Baptista. Ele é o primeiro treinador, em seis anos, que atravessa um Campeonato Brasileiro no cargo. E o último a atingir essa proeza havia sido justamente seu pai, Nelsinho.

Naquela temporada, o progenitor de Eduardo conquistou a Copa do Brasil, um dos títulos mais importantes da história do clube. Erguida a taça, a palavra de ordem na Ilha do Retiro passou a ser o planejamento para a Taça Libertadores do ano seguinte. Para isso, era tida como primordial a manutenção de Nelsinho no comando técnico rubro-negro. Dentro desse contexto, o Leão fez uma campanha sem grandes sustos no Brasileiro, o que não deu motivos para que a  torcida começasse a questionar o trabalho que vinha sendo desenvolvido. O clima de lua de mel continuaria até meados de 2009, quando a eliminação na competição continental provocaria a saída de Nelsinho.

Foi também calcado em um título de expressão que Eduardo assegurou sua continuidade no cargo de técnico do Sport. Ele conquistou a Copa do Nordeste e classificou o clube para a Copa Sul-Americana, além de vir realizando uma campanha segura no Brasileirão, se mantendo sempre entre os dez primeiros da tabela. A situação mudou um pouco no segundo semestre, quando o time foi eliminado na fase nacional da competição continental e caiu de rendimento na Série A. Veio a pressão das arquibancadas, mas Eduardo resistiu. E dificilmente deve sofrer nova ameaça de queda ainda em 2014, já que o rebaixamento vai se confirmando como uma perspectiva cada vez mais distante.

Remanescentes

Entre os clubes que participam da atual edição da Série A, a troca de treinadores continua se mostrando uma tendência perene. Apenas oito dos vinte times no certame mantiveram no comando o técnico que iniciou o Brasileirão. Os doze restantes são responsáveis pelo expressivo número de 21 mudanças.

Cruzeiro - Marcelo Oliveira

São Paulo - Muricy Ramalho

Corinthians - Mano Menezes

Internacional - Abel Braga

Fluminense - Cristóvão Borges (desde abril)

Goiás - Ricardo Drubscky (desde abril)

Sport - Eduardo Baptista 

Botafogo - Vágner Mancini (desde abril)