Se o esquema do Sport for com três volantes de ofício, a chance de derrota rubro-negra é grande. Os números denunciam. Quando Luxemburgo utiliza um trio originalmente da posição no meio-campo, a equipe não tem conseguido bons resultados. Normalmente, um deles é adiantado para fazer a função de meia. Ultimamente, Wesley. Porém, na prática, não consegue se destacar no jogo. Sob o comando do treinador, o Leão atuou em sete oportunidades nessa configuração e só obteve sucesso em uma.
Sem vencer há sete jogos no Brasileirão, o Sport sofreu três das suas últimas quatro derrotas na competição quando teve um meio-campo povoado por volantes. No sistema, a equipe caiu, sequencialmente, diante de Grêmio (5 a 0), Avaí (1 a 0) e Flamengo (2 a 0). No primeiro, Wesley começou como volante, com obrigações defensivas, mas depois foi deslocado para a beirada do campo. Nas outras duas, tentou ser um armador, mas não conseguiu desempenhar a função como um articulador de origem. Em todas essas derrotas, o Leão pouco criou, sequer conseguu balançar as redes e só teve relativa estabilidade defensiva no jogo em casa, contra os catarinenses.
Escolhido para fechar a trinca de volantes, seja pela ponta ou centralizado, Wesley não jogará contra a Ponte Preta por ter sido registrado na Sul-Americana pelo São Paulo. Assim, a vaga ficaria com Diego Souza, de fora da derrota para o Flamengo por causa de suspensão automática. Com DS87, o Leão volta a ter uma peça de ligação entre o meio-campo e o ataque.
