Na Chape, comandou a equipe na sua primeira competição internacional, sendo eliminado apenas nas quartas de final para o River Plate na edição de 2015 da Sul-Americana. No ano seguinte, foi campeão catarinense. Pelo Bahia, o técnico foi campeão da Copa do Nordeste em 2017 (vencendo na final o Sport) e levantou a taça do Campeonato Baiano de 2018. Ele também foi campeão gaúcho pelo Internacional em 2002.
Guto Ferreira tem duas passagens por Chapecoense e Bahia. Em 2016, trocou a equipe catarinense pela baiana. Em 2017, foi para o Internacional. No mesmo ano, voltou para o Bahia. E no ano passado, voltou para a Chapecoense, seu último clube antes de acertar com o Sport.
Reviravolta
Quando deixou a Chapecoense para acertar com o Bahia, em 2016, sua decisão foi encarada como "arriscada". Na equipe catarinense, ele tinha um bom salário (especula-se o valor de R$ 150 mil) pago em dia, era respeitado no clube, tinha o elenco "na mão" e estava na oitava colocação da Série A, lutando por uma vaga na Libertadores. Trocou tudo isso para dirigir um Bahia que estava na Série B, na 7ª posição.
Cinco meses depois da troca de Guto Ferreira, na madrugada do dia 29 de novembro de 2016, aconteceu a trágica queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, onde a equipe disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional-COL. Morreram 71 pessoas, entre elas o técnico que o substituiu na Chape, Caio Júnior.
Depois da tragédia, Guto Ferreira, que havia acabado de conquistar o acesso à Série A pelo Bahia, desabafou no Twitter: "Me faltam palavras para descrever o meu sentimento. Perdi grandes companheiros. Conhecia a história de quase todos no clube que perderam suas vidas. É um duro golpe que não irei absorver nunca."

