Naka foi uma das pessoas que, nos últimos meses, se viram em frente a um mar de dificuldades, acentuadas por conta da pandemia da Covid-19 e suas consequências. Por conta do isolamento social, que a obrigou a se afastar do apoio de familiares e amigos, ela desenvolveu depressão. A cabeça sentiu, e o corpo também. Foram oito quilos a menos na balança.
E as dificuldades não estavam nem perto do fim. Faltando 15 dias para a disputa, Naka apresentou sintomas para o novo coronavírus, e apesar de ter mantido os cuidados preventivos, acabou positivando para mais uma doença. Aí os objetivos e o foco tiveram que ser ampliados.
“Foi a realização de um sonho, mesmo diante de um ano com tantas dificuldades. Eu tive depressão na pandemia, peguei Covid-19 faltando 15 dias para a competição, antes de viajar eu tive todos os sintomas, mas consegui me recuperar e voltar aos treinamentos de manutenção de peso. Foi um ano muito difícil, mas os meus objetivos e foco foram maiores”, disse de início.
Para ela, o esporte foi o caminho da recuperação também na sua vida pessoal. E agora, ciente do trajeto percorrido até aqui, já começou a traçar seus planos para 2021.
“Eu perdi uns oito quilos no isolamento de amigos e familiares, e o boxe foi a alternativa que eu tive para sair da depressão e enxergar tudo o que eu já consegui até o atual momento, e criar um foco extremo para o campeonato deste ano. O plano agora é ser convocada para a seleção brasileira de boxe”, complementou.

