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SELEÇÃO BRASILEIRA

Fabiano Eller lembra único jogo pela Seleção na despedida de Romário: "Fiquei maluco"

Zagueiro timbu considera partida como o auge da carreira de 20 anos de profissional

postado em 21/03/2016 07:56 / atualizado em 21/03/2016 07:54

Brenno Costa /Diario de Pernambuco , Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario

Rafael Martins/DP
Dos 38 anos que tem de vida, Fabiano Eller dedicou 20 ao futebol profissional até o momento. Em todo esse vasto currículo, nenhum dia foi tão especial quanto vestir a camisa da Seleção Brasileira. Em 2005, assim como o atacante Grafite, ele foi chamado para a despedida de Romário. Foi titular na zaga diante da Guatemala, no Pacaembu. “Foi uma experiência maravilhosa. Infelizmente, naquela época, o grupo estava praticamente fechado para Copa de 2006 e não tive mais oportunidades”, conta.

O zagueiro do Náutico - que confessa ter memória “muito ruim” - ainda guarda detalhes do dia em que foi chamado. Na época, estava a serviço do Fluminense e havia sido campeão carioca. “Não estava cogitado de ir para a Seleção e recebi a notícia indo para o treino. Eu fiquei maluco. É o auge de todo jogador vestir a camisa da Seleção Brasileira. Geralmente, quem vá para a Seleção é porque está vivendo um bom momento. Eu tive essa oportunidade que muitos tentaram e não conseguiram. Foi histórico para mim.”

Na partida vencida por 3 a 0, Fabiano Eller recorda que vários atletas também sentiram um momento especial no jogo. “O que me recordo mesmo foi a empolgação da rapaziada que estava indo pela primeira vez por estar indo para a Seleção e por ser a despedida de um fenômeno do futebol, ídolo de todo mundo. Eu já tinha jogado com o Romário no Vasco. Ele já era um cara consagrado na Seleção. Então, acho que foi um marco na nossa vida”, declara.

Sobre o atual momento da Seleção, o zagueiro do Náutico acredita que pior já passou. Aos poucos, os atletas estão conseguindo virar a página do 7 a 1 e formar um nova equipe sob o comando de Dunga. "Está voltando a viver um bom momento depois da Copa, daquela tragédia que aconteceu. Está tirando aquela angústia. Não só de torcedores, mas dos jogadores. Muito estavam com receio, mesmo sabendo que é muito proveitoso estar na Seleção. Tinha jogadores que pensavam que ir para a Seleção poderia ser ruim. Agora, eles estão sem isso, sem essa pressão."

*Além dos relatos de Grafite e Fabiano Eller, a reportagem solicitou uma entrevista com o técnico do Sport, Falcão, mas ele preferiu não comentar sobre Seleção Brasileira

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