Pernambucano
Os inúmeros tabus do Náutico na Ilha
Vitória simples não basta, pois Timbu precisa ganhar por 2 gols de diferença
postado em 24/04/2012 08:11 / atualizado em 24/04/2012 08:27
Curiosamente, foi também o ano do último título do clube. Ao Sport, a tranquilidade para sustentar a marca e se garantir na finalíssima, em busca da 40ª taça. Tabu que pesa de um lado e que aumenta a responsabilidade do outro nesta reta final.
A história, contudo, se torna ainda mais ingrata para o Náutico caso o status decisivo do jogo seja equiparado ao último triunfo do clube na casa do adversário. Faz tempo. Há quase 20 anos o Sport não sabe o que é perder em casa um confronto eliminatório para o rival centenário. Dados considerando finais, semifinais, turnos, Pernambucano, Nordestão, Brasileirão etc. Em qualquer ato, a mesma festa desde então, vermelha e preta.
Alvirrubro
O derradeiro sucesso timbu foi em 1993, na final do primeiro turno do Pernambucano. Foi a última formação do Leão antes da chegada de uma geração de destaque revelada nas categorias de base, com Juninho, Chiquinho, Adriano e Leonardo. No Timbu, Lúcio Surubim ainda era titular absoluto na defesa. Pois o Alvirrubro fez 2 a 1 e se garantiu na final. Seria vice-campeão, com um gol do tricolor Célio nos minutos finais.
Outro grande entrave histórico para Alexandre Gallo esta semana é que a marca necessária é ainda mais antiga do que se imagina. Data de 1965, na geração do hexa. Faz 47 anos que o Náutico não derrota o Sport na Ilha em um jogo decisivo por pelo menos dois gols de diferença, o contexto absoluto para a ocasião no presente, após a vitória leonina nos Aflitos, por 2 a 1, com gols de Marcelinho Paraíba. A vantagem do Sport era boa. Ficou ótima.
Mas, de todo mundo, vale a lembrança. O calendário volta até 12 de dezembro de 1965. Em campo, o Alvirrubro entrava com uma escalação inesquecível para os seus fanáticos. Na linha de frente, o time era composto por Nado, Bita, Nino e Lala. No meio, o maestro Ivan Brondi. Foi, também, a última vez em que o Náutico deu a volta olímpica na Ilha do Retiro. O jogo acabou em 2 a 0. São capítulos empoirados como esse que mostram que ainda é possível para o Náutico, enquanto o tabu vigente só faz encher o Rubro-negro de confiança.