Na pele da torcida
A frustrante experiência de ir até a Arena Pernambuco usando transporte público
Vandalismo, falta de policiamento e coletivos lotados marcam trajeto
postado em 24/03/2014 08:04
No caminho de ida, o principal desrespeito é o trajeto de ônibus entre o TIP e a Arena, dentro de um coletivo superlotado. No caminho, por meio da BR-408, um convite ao vandalismo, já que sem policiamento nada impede que um vândalo atire uma pedra e corra para o meio do matagal que margeia toda a estrada. Mas o pior estava por vir.
Na volta para casa, com a demanda de torcedores bem maior, já que todos saem quase na mesma hora, filas enormes para, mais uma vez, apanhar uma lata de sardinha em forma de ônibus. Na chegada ao TIP, com o enfileiramento dos coletivos, os torcedores são obrigados a descer no meio do escuro. E para completar, elas, as organizadas.
Quando o metrô chegou, a tensão não diminuiu. O medo era o de que o coletivo levasse uma pedrada. O alívio só começou a chegar quando o metrô começou a deixar a estação. Antes de chegar em casa, claro, mais um ônibus lotado.
Diante de tudo isso, é impossível defender a mobilidade para a Arena Pernambuco. Encarar isso em dia de clássico é quase um suícidio. E olhe que ontem o público foi de pouco mais de 15 mil pessoas. A Arena pode receber até 46 mil. Time nenhum vale isso. Só volto a usar o transporte público para ir para a Arena com uma condição. Se o governador do estado ou outra autoridade aceitar ir comigo. Está feito o convite.
A campanha
Para mostrar o que passam os torcedores pernambucanos para assistir jogos de futebol no estado, repórteres do Superesportes estão acompanhando as grandes partidas junto dos torcedores, com fotos e relatos em tempo real. Ontem foi o terceiro clássico