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De virada, Náutico bate o Paysandu por 3 a 1, vence a primeira fora e entra no G4 da Série B

Com 45 segundos, o Timbu já perdia o jogo, mas teve calma e força para virar o placar

postado em 07/06/2016 21:07 / atualizado em 07/06/2016 22:09

Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario

Twitter oficial Paysandu/Reprodução
O Náutico ainda não havia vencido como visitante na Série B do Campeonato Brasileiro. Foram necessários quatro jogos para que o Timbu chegasse ao seu primeiro triunfo fora do Recife. Uma vitória para lá de saborosa, diga-se de passagem. Não apenas por ser a primeira longe de seus domínios, mas pelos contornos do confronto com o Paysandu. Mesmo saindo atrás no placar com menos de um minuto, o Timbu mostrou força e serenidade. Manteve-se firme ao seu estilo de jogo e construiu com tranquilidade a virada. E que virada! Dominando o Papão em pleno estádio da Curuzu, o Alvirrubro fez 3 a 1 com autoridade, chegou aos 13 pontos e termina a sétima rodada da segundona no tão desejado G4.

Sem conseguir vencer fora de casa na atual Série B e com um retrospecto de 18 jogos sem vitórias como visitante nas Séries A e B do Brasileiro sob o comando de Alexandre Gallo, o Náutico praticamente iniciou a partida com o Paysandu perdendo. O árbitro Leandro Pedro Vuaden mal apitou o início do confronto e o Papão já se colocou à frente do marcador. Aos 45 segundos de jogo, o goleiro Julio Cesar deu de presente a bola para Lucas, que aproveitou o brinde e marcou o primeiro gol da partida. Uma falha clamorosa do guardião alvirrubro, que não foi capaz de segurar uma bola fraca, após bola cruzada na área. Caía, assim, a invencibilidade de 309 minutos do Timbu.

Atrás do placar com menos de um minuto, jogando em um campo tradicionalmente complicado - não foi por acaso que os paraenses mudaram o mando para a Curuzu - e sem o seu melhor jogador nesta Série B, Rony, justamente o responsável por imprimir velocidade nas transições ofensivas alvirrubras. Apesar do cenário sombrio que se apresentava, o Timbu não se desesperou, manteve-se equilibrado em campo, seguiu com sua estratégia de jogo e foi melhor em campo na primeira etapa.

Aos seis minutos, Taiberson desperdiçou uma grande oportunidade para repor a igualdade no placar. O atacante recebeu belo passe em profundidade de Jefferson Nem, mas, diante de Marcão, tentou dar uma cavadinha e perdeu o gol.  O Timbu seguia mais perigoso em campo, chegando com maior frequência. O Paysandu, só de bola parada é que assustava. Aos 25, o Náutico chegou, finalmente, ao empate. Após grande jogada pelo lado esquerdo, Maylson tocou para Mateus Muller, que cruzou para trás. Bergson fez o corta-luz e Maylson bateu firme para o fundo do gol. Empate fazia justiça ao que o Alvirrubro produzira até então.

Com a igualdade no placar, o Náutico baixou o ritmo. Com isso, o Paysandu equilibrou as ações e passou a ter mais volume de jogo. Aos 32, Julio Cesar se redimiu da falha no gol do Papão, defendendo o chute de Celsinho que apareceu nas costas da defesa. Mas foi do Náutico a última chance de mudar o placar antes do intervalo, por intermédio de Mateus Muller, que acertou a trave aos 43.

De virada e com autoridade
Se o Náutico praticamente começou o jogo atrás do placar, o segundo tempo se iniciou já com o Timbu chegando à virada. Com apenas nove segundos de bola rolando, Jefferson Nem aproveitou a bobeada da defesa do Papão e virou para o Alvirrubro.

À frente do placar, o jogo ficou mais à feição da estratégia do Náutico. Melhor em campo, era o Timbu que se aproximava mais do terceiro gol do que os donos da casa do empate. Só Bergson, teve duas chances antes dos 10 minutos. Em ambas, esbarrou no goleiro Marcão. Na primeira, o arqueiro cresceu para cima do atacante. Já na segunda oportunidade, o alvirrubro esteve próximo de marcar um golaço de voleio.

Melhor em campo e jogando no desespero do adversário, o Náutico teve sua vida ainda mais facilitada a partir dos 17 minutos, quando o capitão Ricardo Capanema viu o cartão vermelho e deixou o Papão com um a menos em campo. O terceiro gol alvirrubro veio com naturalidade. E veio por intermédio do prata da casa Jefferson Nem. Aos 23, o garoto dominou no peito e encarou a marcação. Já dentro da área, bateu de curva, colocando a bola no canto esquerdo do gol. Indefensável. Golaço. E, assim, o Timbu finalmente vencia a primeira fora de casa.

FICHA DO JOGO

Paysandu 1
Marcão; Edson Ratinho, Domingues, Pablo e Lucas; Ricardo Capanema, Hiltinho (Betinho), Rafael Costa (Jhonnatan) e Celsinho (Raphael Luz); Fabinho Alves e Alexandro. Técnico: Dado Cavalcanti.

Náutico 3
Julio Cesar; Joazi, Rafael Pereira, Eduardo e Mateus Muller (Eurico); Gastón e Maylson; Renan Oliveira (Léo Pereira), Taiberson e Bergson (Tiago Adan); Jefferson Nem. Técnico: Alexandre Gallo.

Local: Estádio da Curuzu (Belém-PA). Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Flavio Gomes Barroca (RN) e Jean Marcio dos Santos (RN). Gols: Lucas (aos 45 seg 1º T Paysandu); Maylson (aos 25 min 1º T Náutico), Jefferson Nem (aos 9 seg 2º T Náutico), Jefferson Nem (aos 23 min 2º T Náutico). Cartões amarelos: Ricardo Capanema (Paysandu); Mateus Muller, Gastón (Náutico). Cartões vermelho: Ricardo Capanema (Paysandu). Público: 5.710. Renda: R$ 61.025,00.