Náutico

Polêmica

Dirigente explica motivo pelo qual Alisson pode ser dispensado sem ônus

O gerente de futebol alvirrubro, Lúcio Surubim, ressaltou que o atleta assinou apenas um pré-contrato, apesar de o jogador ter sido apresentado oficialmente

postado em 16/01/2014 12:12 / atualizado em 16/01/2014 12:41

Celso Ishigami /Diario de Pernambuco

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press
Diagnosticado com uma lesão na panturrilha, o lateral direito Alisson ainda não sabe se continuará nos Aflitos. O mais provável, entretanto, é que o atleta seja realmente dispensado. Independentemente do desfecho, o caso levantou uma polêmica em relação à política de apresentação de reforços adotada pela nova administração alvirrubra. Afinal de contas, apesar de os dirigentes afirmarem repetidamente que só apresentariam um reforço depois que o seu contrato fosse assinado, agora, a justificativa para uma eventual rescisão sem ônus para o clube é de que Alisson teria assinado apenas um pré-contrato.

De acordo com o gerente de futebol Lúcio Surubim, todos os novos contratados têm assinado pré-contratos antes da oficialização como uma maneira de proteger o clube de casos como o de Alisson. “Pré-contrato é praticamente um contrato. Tem todas as garantias. Tem especificado valores que estarão no contrato definitivo. A principal diferença é esta cláusula, que prevê a rescisão do contrato sem prejuízo para o clube”, ressaltou.

Surubim explicou ainda que a opção pelo pré-contrato seria uma maneira de “prender” o atleta para evitar que uma proposta tardia de outro clube possa inviabilizar o acerto com o Náutico. “Se houvesse uma garantia que as negociações não vazariam, mas não tem como fazer segredo. O caso de Helder, por exemplo. Ele ainda estava em Porto Alegre quando vocês (a imprensa) descobriram que estávamos conversando”, acrescentou.

Lúcio ressaltou que a definição sobre o futuro de Alisson será conhecida até o fim da tarde desta quarta-feira. “Ele vinha de um período parado e todos estávamos curiosos para saber como ele reagiria. De início, os exames não acusaram nada. A partir do momento que ele fez os trabalhos mais fortes, a panturrilha inchou. Pedimos a ressonância e a comissão médica está avaliando. Se for caso cirúrgico, vamos fazer o destrato, pagar os dias trabalhados e encaminhá-lo de volta ao seu empresário. Se não for cirúrgico, ele vai continuar trabalhando conosco. Mas acho muito difícil a permanência dele por conta da situação em si.”