“Nós temos um espaço físico com bastante tempo de uso e dentro dessa ideia de profissionalizar o clube, de colocar o Central no patamar que queremos, como um clube de Série B, brigando pelos títulos do Pernambucano, vamos ter que qualificar nossos departamentos, nossa estrutura física. Nós temos uma sala de imprensa que é pequena e queremos fazer um anfiteatro. Nós não temos academia no clube. Nós vamos ter uma sala para atendimento ao público”, explicou o presidente do Central.
Alexandre também falou sobre a ideia de construir um museu para o clube. “Tem todo um projeto de recuperação da parte estrutural, da parte física, voltada para o futebol. Nós temos a ideia de fazer um museu em um corredor que nós temos e não utilizamos para nada. É um projeto de requalificação do espaço”.
Segundo Alexandre, uma das bases da requalificação também é viabilizar estrutura para o projeto que o Central vem desenvolvendo para o futebol de base. Segundo ele, a Patativa vem se espelhando em modelos europeus para se firmar como clube formador. O intercâmbio com a Europa, inclusive, já vem sendo feito, através de um embaixador alvinegro em Portugal. Alexandre descreveu esse comportamento do clube como “um conceito novo, pensando no próximo centenário do clube, que já começou”.
Ainda buscando parcerias para viabilizar as obras no Lacerdão, o mandatário do Central lembrou que o projeto ainda não está inteiramente definido, restando detalhes a serem acertados pela equipe de arquitetura responsável, mas, ainda assim, a intenção é de começar a obra “muito em breve”, idealizando já ter trabalhos neste segundo semestre. Mesmo sem data definida, Alexandre especulou uma previsão de início por volta de setembro ou outubro.
Em um vídeo divulgado pela Patativa, o arquiteto e urbanista Allan Porto, responsável pelo projeto de requalificação, também explicou um pouco do projeto. “Estamos elaborando um projeto de arquitetura, no qual vamos reabilitar e criar novas áreas nas instalações do Central, tanto na parte de treinamento, quanto na parte de apoio. Nesse projeto, estamos implantando várias áreas de apoio ao futebol para o Central, que vem lutando há tantos anos para ganhar mais representatividade no futebol brasileiro, nada melhor do que começar com o pé direito, com um projeto bem arrojado para essa nova fase", contextualizou o arquiteto.
PROFISSIONALIZAÇÃO
“Nós fizemos a profissionalização dos setores, nós fizemos isso no departamento social, fizemos isso no departamento jurídico. Nós temos muitas defesas, eu acredito que eu uma década, o Central nunca foi tão bem defendido como está sendo agora na questão jurídica. Nós já pagamos quase 30 acordos trabalhistas nas varas de Caruaru. A gente vem trabalhando muito em todas as áreas, e vai chegar o momento do futebol também”, finalizou o presidente do Central.

