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Central faz live, arrecada apenas R$ 16, mas presidente se diz tranquilo: 'Muito natural'

Patativa comemorou 101 anos na última segunda-feira e decidiu fazer uma ação para angariar fundos para o clube, que sofre com salários em atraso

postado em 17/06/2020 18:29 / atualizado em 17/06/2020 18:29

(Foto: Reprodução)
Na última segunda-feira, o Central completou 101 anos. E, para comemorar a data centenária, a diretoria do clube promoveu uma live com o intuito de arrecadar fundos para o pagamento de salário dos seus funcionários, já com dois meses de atraso em virtude da pandemia de covid-19. No entanto, o retorno da ação deixou bastante a desejar: apenas R$ 16 foram arrecadados pela Patativa. 

Durante a live, que durou cerca de 1h30 e contou com a presença de músicos locais, membros da direção e alguns torcedores, apenas duas pessoas doaram. Uma no valor de R$ 6, outra de R$ 10, de acordo com a assessoria de imprensa. Questionado pela reportagem do Diario sobre a repercussão do caso, o presidente do Central, Alexandre César tratou como “muito natural” o que para ele foi uma “baixa adesão”, uma vez que “quando o futebol não acontece, as pessoas se chateiam”. 

Ainda, o cartola da Patativa destacou que a ideia pensada para a live, a princípio, não foi arrecadar fundos para o pagamento de salários em atraso, mas sim de exclusivamente comemorar o 101º aniversário do clube caruaruense. E que a decisão para monetizar a ação foi decidida de última hora.  

“Primeiro eu quero dizer que essa live não teve o intuito de arrecadar, nenhum intuito. O nosso intuito e nosso trabalho é voltado para sócio-torcedor. Nunca pensamos em fazer uma live para arrecadar e nós não divulgamos isso em nenhum momento. Não tínhamos essa intenção. A nossa intenção é voltada pela profissionalização do clube e não é o nosso produto final o entretenimento. O nosso produto é o futebol”, respondeu Alexandre.  

“Essa baixa adesão do torcedor é fruto de um momento de expectativas que não aconteceram no futebol e isso é muito natural. Quando o futebol não acontece, as pessoas se chateiam. Mas estou muito tranquilo”, garantiu o presidente centralino. 

No entanto, já projetando o retorno do calendário do futebol, Alexandre fez questão de reforçar que assim que o Central voltar a campo, mesmo com portões fechados, o clube “vai poder responder às expectativas”. 

“Quando nosso time voltar a campo e tudo se normalizar, mesmo com portões fechados, nós vamos poder responder, atender às expectativas da torcida. Nós temos uma torcida apaixonada e que não é diferente de todas as outras” concluiu.