Durante a live, que durou cerca de 1h30 e contou com a presença de músicos locais, membros da direção e alguns torcedores, apenas duas pessoas doaram. Uma no valor de R$ 6, outra de R$ 10, de acordo com a assessoria de imprensa. Questionado pela reportagem do Diario sobre a repercussão do caso, o presidente do Central, Alexandre César tratou como “muito natural” o que para ele foi uma “baixa adesão”, uma vez que “quando o futebol não acontece, as pessoas se chateiam”.
Ainda, o cartola da Patativa destacou que a ideia pensada para a live, a princípio, não foi arrecadar fundos para o pagamento de salários em atraso, mas sim de exclusivamente comemorar o 101º aniversário do clube caruaruense. E que a decisão para monetizar a ação foi decidida de última hora.
“Primeiro eu quero dizer que essa live não teve o intuito de arrecadar, nenhum intuito. O nosso intuito e nosso trabalho é voltado para sócio-torcedor. Nunca pensamos em fazer uma live para arrecadar e nós não divulgamos isso em nenhum momento. Não tínhamos essa intenção. A nossa intenção é voltada pela profissionalização do clube e não é o nosso produto final o entretenimento. O nosso produto é o futebol”, respondeu Alexandre.
“Essa baixa adesão do torcedor é fruto de um momento de expectativas que não aconteceram no futebol e isso é muito natural. Quando o futebol não acontece, as pessoas se chateiam. Mas estou muito tranquilo”, garantiu o presidente centralino.
No entanto, já projetando o retorno do calendário do futebol, Alexandre fez questão de reforçar que assim que o Central voltar a campo, mesmo com portões fechados, o clube “vai poder responder às expectativas”.
“Quando nosso time voltar a campo e tudo se normalizar, mesmo com portões fechados, nós vamos poder responder, atender às expectativas da torcida. Nós temos uma torcida apaixonada e que não é diferente de todas as outras” concluiu.

