Náutico

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Apesar da vitória, diretoria do Náutico faz duras críticas à atuação do árbitro do clássico

Sebastião Rufino Filho marcou pênalti em falta inexistente, prejudicando o alvirrubro

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
O Náutico venceu o Santa Cruz no clássico das emoções válido pela 12ª rodada da Série B. Jogou bem. Foi sempre superior ao rival. Um lance capital, entretanto, poderia ter mudado completamente o panorama da partida. Quando o Timbu vencia por 1 a 0, e o Santa Cruz sequer havia feito um chute a gol até os 13 minutos de jogo, o árbitro Sebastião Rufino Filho viu pênalti em lance que nem houve falta. O Náutico seguiu melhor mesmo após o empate e bateu o tricolor. O erro da arbitragem, contudo, não passou em branco para a diretoria timbu.

Quem se pronunciou em nome dos alvirrubros foi o diretor de futebol do clube, Diógenes Braga. Contundente, mas sem acusar diretamente ninguém, o dirigente questionou o nível da arbitragem pernambucana. Relembrando o erro que tirou o Náutico da semifinal do Estadual, Braga indagou a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) se o alvirrubro era filiado à entidade, deixando nítida a insatisfação com os equívocos que considerou “sempre para o mesmo lado.”

“Normalmente, a diretoria não se pronuncia. Entendemos que tem que estar nos bastidores. Jogadores e treinador têm que ficar na evidência”, começou por dizer, antes de apontar sua artilharia na direção da FPF. “Mas, nós não podemos deixar que uma vitória encubra os problemas que ocorreram hoje. Não vamos fazer nenhum tipo de acusação pessoal. Mas, queríamos que se fizesse uma reflexão”, prosseguiu.

E passou ao ataque. “Tivemos no Pernambucano um nível de arbitragem. No campeonato nacional tivemos outro. Hoje, viemos para um clássico local, com um árbitro local, e o nível da arbitragem foi o mesmo do campeonato local. Com os mesmos erros e para os mesmos lados”, criticou. “Queríamos saber se não somos filiados à Federação Pernambucana. Somos hoje colíderes. Quero saber se isso não é motivo de orgulho para Pernambuco, para a Federação”, interrogou. “Quero saber o por que dos erros repetitivos”, interpelou, ainda.

Para Diógenes Braga, a vitória alvirrubra se deveu “a um trabalho árduo”. “Vencemos. Vencemos com um a menos. Talvez até mais do que um a menos”, disparou. Ressaltando que o Náutico é representante de Pernambuco em uma competição nacional, o dirigente foi ainda mais enfático. “O que vimos hoje aqui joga para baixo a imagem do futebol pernambucano.”

O diretor de futebol alvirrubro espera que os erros não se repitam na próxima vez que o alvirrubro enfrentar o tricolor na Série B. Essas arbitragens vão continuar em campo? Vamos ter mais 26 rodadas com arbitragem de fora. Até voltar a enfrentar o Santa Cruz. E quero saber se vamos voltar a ter uma arbitragem desse nível”, encerrou.

Lisca recorreu à ironia
Expulso da partida, o treinador do Náutico bem que tentou não comentar o assunto. Mas, não resistiu. O tom adotado pelo técnico gaúcho foi sarcástico, ao analisar a atuação de Sebastião Rufino Filho e a situação da arbitragem pernambucana.

“Depois do que aconteceu em Salgueiro, que ficou autenticado o maior surrealismo, o que vou falar agora sobre arbitragem? Não dá para falar muito não. Deixa eles apitarem e eu trabalhar”, disse em um primeiro momento.

Mais adiante, entretanto, Lisca comentou sua exclusão do jogo. “Sair por socar o ar… Tenho até que pedir à CBF, à arbitragem, que deixem poder extravasar. Eu me virei e dei um soco no ar e sou expulso por isso?”, reclamou.

Por fim, mais uma crítica. “Próximo jogo contra o Santa Cruz, no Arruda, eu vou ficar em um camarote e vou colocar o Levi no banco de reservas. Vou ser expulso do mesmo jeito”, ironizou.