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Carmona mostra pressa em volta ao Náutico e se diz seguro após lesão: "Chutei feito louco"

Meia retorna ao time após cinco jogos de ausência da equipe alvirrubra

postado em 20/07/2015 20:20 / atualizado em 20/07/2015 20:20

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco

Julio Jacobina/DP/D.A Press
Pedro Carmona já deve ter perdido as contas de quantas vezes teve que ir até a sala de entrevistas para falar do seu retorno ao time em 2015. Já contou em diversas ocasiões que teve que tirar um pedaço da coxa para ajudar na recuperação da cirurgia do joelho. Nesta segunda-feira, o meia mais uma vez falou sobre sua recuperação. Dessa vez, foi diferente. Antes, falava que o retorno teria que ser mais devagar. Agora, colocou-se à disposição logo de cara.

“Não tem nenhuma relação com as lesões anteriores. Eu estava me sentido bem, estava leve, feliz da vida. Aconteceu. Não sei explicar. É o músculo (adutor da coxa esquerda) do chute. Já estou bem e já testei o movimento do chute, que é um movimento bem explosivo. Chutei feito louco e já estou pronto. Fiquei poucos dias fora e não perdi tanto ritmo de jogo”, afirmou o meia.

Carmona deixou o time no seu melhor momento na temporada. Após entrar no decorrer de várias partidas, o meia havia sido titular em duas partidas e marcado dois gols. Mesmo tendo ficado cinco jogos fora da equipe, o atleta mostrou que não vê a hora de voltar aos gramados. 

“Estamos com esses confrontos mais com o pessoal da frente da tabela e acaba virando um jogo de seis pontos. Não deu para dar tanta saudade. Foi rapidinho e, na quinta, já estava treinando com o time. Ficou em cima para viajar e com um dia de treino só não seria muito correto. Estou tranquillo, me sentido bem e à disposição”, comentou.

Nos dois últimos jogos, Carmona assistiu ao Náutico ser eliminado pelo Flamengo e perder para o Botafogo em um jogo que poderia valer a liderança. Nas duas partidas, os companheiros do meia desperdiçaram várias chances e o Timbu poderia ter saído com outro resultado de campo.

“É complicado falar. É do momento do jogo. O Marino vai ficar um pouco bravo comigo, mas, no treino antes do jogo contra o ABC, ele foi o último na finalizações. Quem fazia o gol ia saindo e ele foi o último. No jogo, ele fez dois gols. É do dia. Tem hora que você acerta. Lógico que treinamento ajuda na hora da decisão. Teve a bola também do Renato na trave, que eu nem considero uma finalização errada. Às vezes, tem o mérito do goleiro adversário e, às vezes, a bola não entra. O Lisca mesmo fala que é um jogo de erro e um gol não é uma coisa fácil de fazer. Se fosse assim, os jogos seriam 30 a 29.”