NÁUTICO
Para renegociar dívidas com União, Náutico adere ao Profut e não pode mais atrasar salário
Timbu deverá pagar cerca de R$ 70 mil mensais durante um período de vinte anos
postado em 02/12/2015 12:00 / atualizado em 02/12/2015 18:59
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“Nós não tínhamos escolha. O Náutico entrou nesse programa de parcelamento das dívidas porque ele tem um aspecto positivo. Reduz de maneira expressiva o passivo e as condições de pagamento são boas. Não tenho o número exato de quanto era a dívida do clube e de quanto passou a ser, mas vamos pagar cerca de R$ 70 mil por mês durante 240 meses. Mas o Profut também traz uma série de obrigações”, explicou Ventura.
O parcelamento das dívidas com a União, como ressaltou o dirigente alvirrubro, implica algumas contrapartidas. Uma delas é o cumprimento das obrigações contratuais. Sendo assim, o clube não pode atrasar salários, nem direitos de imagem dos atletas, algo que vem sendo uma dos principais problemas do Náutico. No que diz respeito ao Profut, entretanto, esta exigência ficará a cargo da gestão que irá assumir o Náutico em 2016. “Esse encargo vai caber à nova gestão. O nosso mandato já está encerrado”, limitou-se a dizer o vice-presidente timbu.
Além do pagamento dos salários em dia, até 80% da receita bruta do clube deve ser investida no futebol. Não pode haver também a antecipação de receitas posteriores ao mandato da atual gestão. Outra exigência do programa é que o clube disponibilize ingressos a preços populares para jogos dentro dos seus domínios, entre outras contrapartidas. "Acho que isso não vai ser dificuldade, o ingresso a R$ 15 já é um preço popular".
Santa Cruz e Sport
Do Trio de Ferro pernambucano, apenas o Náutico aderiu ao Profut. O Sport já negociou a sua dívida em 2014,e, com isso, conseguiu as certidões negativas de débitos fiscais. Já o Santa Cruz, como já participa do Refis, o Programa de Recuperação Fiscal, não precisou aderir ao Profut.