NÁUTICO
Daniel Morais reconhece que ataque do Náutico tem que melhorar no próximo embate com Sport
Setor ofensivo alvirrubro deixou a desejar na finalização, mas também na marcação
postado em 03/03/2016 07:45 / atualizado em 03/03/2016 07:34
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A principal função do ataque, logicamente, é marcar gols. No futebol moderno, porém, existe uma máxima que faz todo o sentido: a primeira defesa é o ataque. E dentro do modelo de jogo adotado pelo técnico Gilmar Dal Pozzo, a participação do setor ofensivo na marcação é fundamental. São os homens de frente quem marcam sobre pressão a defesa adversária, impedindo que a transição ofensiva do oponente se dê com fluidez, fazendo com que a bola chegue quebrada à retaguarda alvirrubra, facilitando a vida da marcação timbu.
Pressão que não existiu no clássico disputado na Ilha do Retiro. Faltou intensidade aos homens mais avançados do Náutico, contribuindo diretamente para a falta de competitividade da equipe alvirrubra - o que foi reconhecido pelo próprio Dal Pozzo. Defeito admitido, também, pelo centroavante Daniel Morais. “A gente estava fazendo muito bem a marcação e sabia que a exigência ia ser maior.O Sport tem uma saída de bola muito boa e a gente teve dificuldade de marcar o Sport sobre pressão”, reconheceu.
Para vencer o Leão e não correr o risco de perder a liderança do Pernambucano, o ataque do Náutico precisa encontrar uma forma de voltar a ser efetivo na recomposição defensiva, impedindo que o Sport construa seu jogo a partir dos volantes. Daniel Morais sabe disso. “É algo que a gente tem que trabalhar nesta semana”, afirmou.
Evidentemente, o ataque não pode se limitar a ser linha auxiliar do sistema defensivo. E se o Náutico quiser vencer o rival rubro-negro, vai ter que voltar a encontrar o caminho do gol adversário. E é o setor ofensivo o principal responsável por balançar as redes oponentes. “A gente precisa mesmo melhorar nesse quesito”, admite Daniel Morais. “Não só na finalização, mas na armação também”, prosseguiu. O centroavante alvirrubro, inclusive, diz ter conversado com o atacante Rony, para que o último passe saia com mais qualidade. “A gente tem que trabalhar bem essa questão também. Nos últimos jogos, não foi como a gente esperava”, revelou.
Rony, por sinal, é o ponto de escape do Náutico no setor ofensivo. Ele puxa o alvirrubro pela ponta direita, embalado por sua habilidade. Falta ter maior consistência. “Ele consegue se desvencilhar do adversário fácil e rápido”, opinou Daniel. “Deu um passe que podia ter sido assistência no jogo passado, e tem condição de dar três, quatro, pelo nível que tem. A gente precisa trabalhar isso”, acrescentou.


