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Novo capítulo na novela entre Arena de PE e Náutico acontece nesta quinta-feira

Comitiva alvirrubra se encontrará novamente com governantes para discutir impasse

postado em 07/07/2016 08:23 / atualizado em 07/07/2016 08:59

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco

Paulo Paiva/DP
Enquanto o Conselho Deliberativo do Náutico se articula para se reunir com os alvirrubros para debater sobre o retorno aos Aflitos (um assunto mais comentado entre os torcedores do Timbu do que a fase do time na Série B), um grupo de diretores vem pensando em outro problema que envolve diretamente o possível retorno milionário ao Eládio de Barros Carvalho. Os jogos na Arena Pernambuco. O foco da direção é resolver este imbróglio em que está envolvido e nova reunião nesta quinta-feira pode ajudar a novela a ter um fim. 

Desde que o contrato entre a Odebrecht e o Governo do Estado de Pernambuco foi encerrado, uma comitiva alvirrubra vem entrando e saindo de reuniões com os governantes. Procuram um denominador comum para que o Timbu siga mandando seus jogos em São Lourenço da Mata. Algo bem complexo para os dois lados, que buscam lucros imediatos para que a parceria seja algo rentável.

Sem grandes públicos na Arena nesta Série B, o Náutico não tem muito poder de barganha. Sem torcedor, fica complicado o estádio ser viável para ambos os lados. Principalmente nos dias de semana, quando os jogos são noturnos e os custos são mais caros por conta do gasto com energia. Além disso, a mobilidade é mais complicada, pois o transporte público nem sempre atende a demanda por conta do horário.

Em uma tentativa de melhorar a relação entre as partes, no primeiro jogo sob a gestão do Governo, quando o Náutico enfrentou o Paraná e venceu por 5 a 1, o clube não teve que pagar o valor inteiro do custo de operação. Comenta-se que o Timbu tenha arcado com R$ 35 mil da operação dos estádio, ao invés dos R$ 60 mil necessários para que a Arena seja utilizada em jogos que são iniciados às 16h. 

Na rodada seguinte, já que não ocorreu um acordo definitivo, a direção timbu decidiu atuar no Arruda, onde não teve custo, nem a resposta da torcida, já que apenas 7.236 alvirrubros foram até o estádio assistir o empate em 1 a 1 contra o Bragantino. 

Apesar do rompimento oficial ter ocorrido há mais de um mês, a evolução tem sido mínima. Um dos motivos é que o Náutico deseja saber todos os mínimos detalhes dos custos para tentar diminuir qualquer gasto que julgue desnecessário. “Se estamos fazendo esse arrendamento, queremos ter acesso a esses números. Queremos opinar e ver se realmente é necessário ter determinado número de bilheteiros, seguranças”, explicou o diretor de futebol Emerson Barbosa, que também faz parte da comissão que negocia com o governo.

Por outro lado, existe a promessa de que o Governo faria de tudo que o clube não sofra nenhum prejuízo, por ter sido o primeiro parceiro do estádio e que se esforçaria para diminuir os custos. Contudo, pediu a contrapartida do Náutico para que o estádio tivesse uma ocupação maior.

Multa também atrapalha
Paralelamente às negociações, outro fator que tem atrapalhado as negociações é a multa que o Náutico deve receber por conta da quebra de contrato. Lideranças dentro do clube só aceitam negociar a permanência dos jogos do Timbu na Arena quando o valor, que se estima ser milionário, for pago de forma integral. 


Os públicos do Náutico
na Arena Pernambuco

1.514
Náutico 3 x 2 Vila Nova

1.546
Náutico 5 x 0 Sampaio Corrêa

1.671
Náutico 2 x 0 Joinville

9.289
Náutico 5 x 1 Paraná

3.274
Náutico 1 x 0 Luverdense

A arrecadação

R$ 23.425
Náutico 3 x 2 Vila Nova 
 
R$ 24.750
Náutico 5 x 0 Sampaio Corrêa 

R$ 20.675
Náutico 2 x 0 Joinville 
 
R$ 144.375
Náutico 5 x 1 Paraná
 
R$ 44.085
Náutico 1 x 0 Luverdense