O clube discorda da exigência da Odebrecht e alega ter no contrato já estabelecido que o foro é em Pernambuco. Ainda, afirma tratar-se de um caso de preconceito da empresa com o estado. "O Náutico não concorda com a exigência da empresa já que está estabelecido em contrato que o foro é Pernambuco e aqui existem juristas independentes e renomados nacionalmente. Trata-se de um preconceito que o CNC (Cluba Náutico Capibaribe) não aceita de forma nenhuma", afirmou em publicação do site oficial do Conselho Deliberativo do clube.
O juiz tentará um consenso entre as partes para a escolha do árbitro comum. Caso não tenha sucesso, ele mesmo irá nomear um árbitro. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Odebrecht para falar sobre o caso, mas a empresa declarou que "não se manifestará sobre o assunto".
Entenda a ação
Ainda em abril do ano passado, o Governo de Pernambuco rompeu acordo com o consórcio da Odebrecht que administrava a Arena, alegando prejuízos aos cofres públicos, e assumiu o controle do estádio. Fato que fez com que a empresa também rompresse seu contrato com o Náutico, considerada unilateral pelo clube.
O processo contra a Odebrecht busca por uma indenização ao Náutico pelo rompimento de contrato, assinado em outubro de 2011, que previa que o time mandasse partidas na Arena por 30 anos sob recebimento de um valor mensal de R$ 350 mil a R$ 500 mil a depender da série que disputasse no Brasileiro, investimento mensal previamente acordado que deixou de receber.

