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Justiça de Pernambuco decidirá árbitro a frente da ação do Náutico contra a Odebrecht

Clube discorda da exigência da empresa para que árbitro seja de fora do estado

postado em 15/09/2017 11:00 / atualizado em 15/09/2017 16:48

Paulo Paiva/DP
Em trâmite desde maio deste ano, o Náutico deu mais um passo em relação a ação movida contra a Odebrecht pela quebra de contrato com a Arena de Pernambuco. De acordo com um pronunciamento por meio do site oficial do Conselho Deliberativo alvirrubro, a empresa, que já concordou formalmente com o processo arbitral, não aceita que o árbitro a frente do caso seja de Pernambuco, exigindo um jurista de fora. Por isso, na última quinta-feira, o clube entrou com uma ação para que a Justiça de Pernambuco decida qual será o árbitro que irá resolver o conflito.

O clube discorda da exigência da Odebrecht e alega ter no contrato já estabelecido que o foro é em Pernambuco. Ainda, afirma tratar-se de um caso de preconceito da empresa com o estado. "O Náutico não concorda com a exigência da empresa já que está estabelecido em contrato que o foro é Pernambuco e aqui existem juristas independentes e renomados nacionalmente. Trata-se de um preconceito que o CNC (Cluba Náutico Capibaribe) não aceita de forma nenhuma", afirmou em publicação do site oficial do Conselho Deliberativo do clube.

O juiz tentará um consenso entre as partes para a escolha do árbitro comum. Caso não tenha sucesso, ele mesmo irá nomear um árbitro. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Odebrecht para falar sobre o caso, mas a empresa declarou que "não se manifestará sobre o assunto".

Entenda a ação

Ainda em abril do ano passado, o Governo de Pernambuco rompeu acordo com o consórcio da Odebrecht que administrava a Arena, alegando prejuízos aos cofres públicos, e assumiu o controle do estádio. Fato que fez com que a empresa também rompresse seu contrato com o Náutico, considerada unilateral pelo clube.

O processo contra a Odebrecht busca por uma indenização ao Náutico pelo rompimento de contrato, assinado em outubro de 2011, que previa que o time mandasse partidas na Arena por 30 anos sob recebimento de um valor mensal de R$ 350 mil a R$ 500 mil a depender da série que disputasse no Brasileiro, investimento mensal previamente acordado que deixou de receber.