“Eu vou muito pela leitura do próprio treinador. O Marcelo (Veiga) tem essa característica (de ser mais defensivo), jogou muitos anos com três zagueiros e hoje joga no 4-2-3-1. Vimos alguns jogos e aí você observa essas situações de jogo. É uma equipe que vai nos dar essa bola para que a gente possa jogar e eles vão nos pressionar (para forçar o Náutico ao erro). Eles têm dois jogadores rápidos na frente, que são o Vitinho e o Marquinhos. Têm essa transição entre o (Rafael) Chorão e Matheus, que são dois centroavantes que fazem essa combinação de flutuar como meias. Tem o Magno, volante, que busca essa diagonal nas costas do lateral direito. São situações que exercitamos e é importante saber. Todo o cenário a gente procurou fazer e mostrar para os atletas”, disse Márcio Goiano.
O comandante alvirrubro vem “batendo na tecla” do equilíbrio para o Náutico nesta partida, algo já demonstrado pela equipe durante a fase de grupos da Série C. Sob o comando de Goiano, o Náutico apenas não marcou gol em um jogo: a derrota para o ABC em Natal, por 2 a 0. Única sob o comando do treinador. Daí em diante, emendou uma sequência de 10 jogos de invencibilidade. Balançou as redes adversárias 20 vezes e sofreu apenas 10 tentos. Então, mantendo esse desempenho, o Náutico se credencia fortemente para conquistar o acesso.
“É importante você ter a leitura do adversário, a característica não muda muito, tem jogadores que são sim imprevisíveis, mas o Bragantino é uma equipe que vejo como previsível. Então a gente tem que fazer esse encaixe de marcação, neutralizar bem o adversário. A gente tem que ter essa posse de bola conscience para não dar oportunidade ao adversário, mas o mais importante é ter esse equilíbrio”, encerrou.

