Antes da partida diante do Bugre, a última vez que o avançado havia entrado em campo pelo Náutico foi em 21 de fevereiro, quando o jogador sentiu dores muscular e o Timbu saiu derrotado pelo Central por 1 a 0 em casa. Desde então, veio a pandemia e uma sequência de lesões que não permitiram que o paraguaio de 23 anos retornasse a campo.
Por isso, ao fim da partida, ele manifestou toda sua felicidade, primeiro por voltar a campo e segundo por ser decisivo para o Timbu diante do Guarani. "Estou muito feliz. Primeiramente por voltar e, fazendo o gol, é muito bonito. Dá uma tranquilidade, temos que continuar trabalhando porque o campeonato é longo", contou Paiva.
Porém, mesmo com a importância para a primeira vitória do jogador que saiu do banco sendo reconhecida pelo técnico Gilson Kleina, o comandante alvirrubro pregou cautela e apontou que o jogo alvirrubro será construído coletivamente.
“É importante que os jogadores que entrem mudem a situação que se está encontrando em campo. Todo jogador é importante. Desde aqueles que começam jogando aos que entram depois. Nós fomos buscar o resultado e muito por causa das mudanças que aconteceram. Temos que enxergar coletivamente. A equipe do Náutico precisa ser forte no seu coletivo. Foi o Paiva que nos deu o gol da vitória, mas temos que entender que o Salatiel brigou pela bola, a nossa equipe estava no campo adversário e, por isso, conseguiu compactar, conseguiu fazer a pressão. Temos que enaltecer todo mundo”, disse Kleina.
A importância do jogador dentro de campo se faz ainda mais destacada quando se analisa seus números. Ao todo, Paiva participou de nove partidas oficiais pelo Timbu, com pouco mais de 420 minutos de jogo. Nesse período, ele contribuiu de maneira decisiva para sete gols alvirrubros, marcando dois e dando cinco assistências. Dessa forma, a média de minutos de Paiva em campo para que ele contribua com um gol do Timbu é um tento a cada pouco mais de 60 minutos.

