Fora de casa, a equipe comandada por Cláudio Tencati figura no pelotão de frente da tabela que engloba o aproveitamento dos clubes da Segunda Divisão enquanto visitantes. Nesse quesito, o Brasil possui um rendimento 75% maior que o do Náutico e superior a equipes que lutam por uma vaga na Série A, como o CSA. Tendo isso em vista, o técnico do Timbu, Hélio dos Anjos, comentou sobre o desafio de fazer valer o ‘fator Aflitos’ nesta reta decisiva da Série B e a vantagem diante do ‘indigesto’ visitante gaúcho.
“Fazer o dever de casa é importante para todas as equipes. Se todo mundo fizer o dever de casa, fica praticamente até sujeito a subir, se for desde o início da competição. Sabemos da importância, fizemos um grande jogo contra o Guarani aqui dentro. Um adversário dificílimo, e para mim o Brasil-RS é tão difícil quanto. Só que a gente acredita também nessa competição e na nossa forma de jogo, de trabalho, de integração do clube, de buscar pontos fora de casa. Mas não resta dúvida que fazer o dever de casa neste momento é fundamental para a gente seguir sonhando com o nosso objetivo”, avaliou o comandante alvirrubro.
Em seus domínios, o Náutico, embora tenha vencido o Guarani na última partida nos Aflitos, não possui um aproveitamento animador. A campanha dentro de casa do Timbu é a quarta pior do Brasileirão da Série B e, nos últimos cinco compromissos em Recife, obteve um rendimento ruim: apenas 40%. Além disso, o ataque do Alvirrubro, quarto pior da competição, terá que furar a terceira defesa menos vazada da Segundona. Vale ressaltar que, apesar de ter sofrido apenas 24 gols nesta edição do campeonato, a defesa do Xavante vem de más apresentações. A goleada sofrida no meio da semana ante o Cruzeiro, por 4 a 1, no entanto, para Hélio dos Anjos foi um resultado ‘fora da curva’.
“O que aconteceu contra o Cruzeiro, não nos leva a achar que vamos encarar uma equipe desqualificada e despreparada, de forma alguma. Eu não acredito em um jogo truncado, que para mim não existe mais, como característica dos times do Rio Grande do Sul. O Brasil de Pelotas joga e gosta da bola, por isso, temos que ter uma atenção muito grande. Eu vejo que contra o Guarani, com toda a ofensividade que eles apresentaram, nós não demos chances. E é isso que precisamos fazer contra o Brasil-RS. Não podemos dar chances para que eles joguem como gostam”.

