A fonte de inspiração vem do conceito de ‘ataque posicional’, encampado por Pep Guardiola, um dos treinadores mais cultuados, hoje no comando do Manchester City, que em resumo se baseia na busca por "forçar a equipe adversária a permanecer na própria área, sem poder sair.” Ideia que fez mudar o cenário do Sport, que tinha três gols nos cinco primeiros jogos, para oito marcados nos últimos sete, em média superior a um gol por partida com Jair Ventura.
Segundo o analista de desempenho e criador da página Traduzindo o Tatiquês, Caio Gondo, o termo ‘ataque posicional’ chegou ao Brasil há cinco anos, através do livro “Guardiola Confidencial”, que trata a sua primeira temporada no comando do Bayern de Munique. No entanto, também considera possível apresentar origem na formação 2-3-5, característica dos primeiros anos do futebol.
“De forma mais próxima do conhecimento brasileiro, temos que um time quando ataca deve sempre procurar apresentar: amplitude ofensiva, profundidade ofensiva, jogo na entrelinha adversária, formações de triângulo de passe, opções para retorno e suporte ofensivo (cobertura). Como são diversos aspectos, a movimentação inteligente dos jogadores é essencial”, conceitua Caio Gondo.
“O nosso time busca ter a posse de bola, mas uma posse de bola objetiva, um jogo mais vertical. Não aquele toque entre zagueiros, goleiro, sem objetividade. Fizemos um levantamento e desde que nós chegamos fizemos oito gols. Quatro desses gols foram em ataque posicional e os outros quatro gols, de pênalti. Mas desses quatro de pênaltis, três foram construídos em organização ofensiva, em ataque posicional. Ou seja, nós temos a bola e a equipe adversária está marcando”, avaliou Jair Ventura.
O ataque posicional em prática no Sport
Além disso, a importância de ter um atleta na cobertura do jogador que detém a bola como apoio ao controle da jogada, seja para receber a bola recuada em caso de aperto da marcação ou efetuar o primeiro combate se a posse for perdida. No caso do lance do gol, Betinho é o atleta responsável por essa função.
Ao fundo da imagem, o terceiro passo mostra o lateral Patric e mais um atleta provocando a ‘amplitude’,que em suma significa ocupar espaços lateralmente, mesmo distante de onde a bola é dominada. Movimentação que provoca aberturas entre as linhas de marcação adversária, como no ‘facão’ realizado por Patric em penetração diagonal para marcar o gol.

