Na sua quinta partida com a camisa rubro-negra, Fabrício marcou seu primeiro gol como profissional. Fruto do trabalho nos treinos. Na última quinta-feira, o técnico Ney Franco apontou o volante como um possível cobrador de faltas. Basta lembrar que o atleta foi um dos cobradores de pênaltis do Leão no último domingo e bateu como poucos sabem. O treinador queria mais opções além de Diego Souza, que é o cobrador oficial da equipe, e apostou na capacidade do atleta.
A decisão foi acertada. Fabrício marcou o terceiro gol do Sport na estreia na Copa Sul-Americana e foi às lágrimas ao comemorar com os companheiros. Seu olhos inchados após os abraços e, sim, tapas (algo normal entre os jogadores), mostraram o quanto aquele momento significou para o atleta. "Primeiro, tenho que agradecer a Deus. Em uma semana, minha vida mudou. A diretoria do Sport e a comissão técnica sempre apoiando. Mandaram treinar e bater falta depois do treino e isso é fruto do trabalho que vem do treino”, pontuou.
Pedido a Diego Souza
Fabrício não tem sido ousado apenas com a bola nos pés ou no momento dos desarmes. Na hora de pedir para cobrar faltas, não teve cerimônia ao questionar um dos líderes da equipe e responsável pelas faltas há quatro temporadas. Por duas vezes, teve o "não" negado por Diego Souza, mas ,quando foi atendido, deu certo. "Eu pedi: 'Posso pegar essa?'. A primeira, ele disse: 'não, eu pego'. A segunda também. A terceira e a quarta ele deixou. Que continue assim! Só golaço!”, comemorou.
O bom momento de Fabrício não é apenas pessoal. O atleta joga pelo time. Pelo o que o técnico Ney Franco observou, identificou e vem afirmando nas suas entrevistas, o volante deu o equilíbrio ao meio que ele procurava para este início de trabalho, que tem pouco treino e muito jogo.
É muito provável que no meio do caminho o prata da casa oscile o seu rendimento com o passar dos jogos e possa ser sacado do time. Algo normal para alguém que começou a carreira de profissional há tão pouco tempo. Contudo, a empolgação com o jogador já tomou conta das arquibancadas, e o camisa 20 na Sul-Americana e 40 nas demais competições, não dá sinais que vai desacelerar tão cedo. Principalmente, se o “bigode” continuar jogando assim.






















