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Técnico do Náutico prefere a coletividade ao craque: "É o grupo que ganha um campeonato"

Gilmar Dal Pozzo não se importa com o fato de os rivais terem estrelas individuais

postado em 19/01/2016 09:32 / atualizado em 19/01/2016 10:34

Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario

Julio Jacobina/DP
O Santa Cruz tem Grafite, campeão e artilheiro da Bundesliga, campeão da Libertadores e Mundial de Clubes, além de ter disputado uma Copa do Mundo com a Canarinha. O Sport conta com o chileno Mark González, com passagens pelo Liverpoool, e também uma Copa do Mundo na bagagem. E o Náutico? O técnico Gilmar Dal Pozzo diz não se importar com grife. Para o comandante alvirrubro, o futebol é um jogo coletivo e a individualidade não é prioridade em seu modelo de jogo. Por essa razão, o gaúcho dá preferência à construção coletiva de sua equipe, priorizando, então, atletas dispostos à entrega máxima em prol do grupo.

“Eu nunca me preocupei com a individualidade do atleta. Nós estamos falando de um esporte coletivo”, assegura. “Eu vou valorizar desde o jogador mais simples do clube, que está buscando seu espaço. Claro que um ou outro jogador vai se destacar numa partida. Mas, eu priorizo os 11 jogadores, o coletivo, o grupo de jogadores. Até porque, é o grupo de jogadores que vai ganhar um campeonato”, explica. “Eu fui atleta e sei como isso funciona. Todos os jogadores têm sua importância. Força do coletivo é o diferencial”, acrescenta.

O treinador ainda brinca com situação. Afinal, quem recusaria alguns dos maiores jogadores da atualidade? Ninguém, nem mesmo Dal Pozzo. “A nível individual, os jogadores que eu quero são um Messi, Neymar, esses não podem vir, né?”, comentou, em tom espirituoso.

Pode até ser um recurso de retórica do comandante alvirrubro, ciente das dificuldades financeiras do timbu, que dificilmente poderá contratar um medalhão de reconhecimento internacional como os seus rivais. O goleiro Rodolpho, que conhece bem Dal Pozzo, com quem trabalhou também na Chapecoense, entretanto, garante que não se trata de mero discurso do comandante. “Futebol é a coletividade. Tem que somar as individualidades para fazer uma equipe forte. É a quarta temporada que trabalho com o Gilmar. E com ele não tem estrelas, tem trabalho duro e o coletivo”, atesta.