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"Eu não tive a preocupação da questão pessoal e sim da questão técnica. E qualquer grupo que não tenha o mínimo de comprometimento, eu não faço questão que goste de mim. Da mesma forma que ele falou isso, eu também falo. Quantos jogadores que passaram nesse grupo vão voltar a trabalhar comigo? A grande verdade é que comigo não tem meio termo. A verdade é absoluta. Falei muita coisa na cara desse grupo. Tivemos problemas quase toda semana", afirmou o treinador timbu, antes de citar alguns exemplos.
"Tive mais de um jogador que se apresentou para trabalhar embriagado. Jogadores que vieram trabalhar sem a menor condição física. Jogadores que abandonaram o grupo e depois voltaram (o meia Bruno Mota), outro que não compareceu para treinar e mandou mensagem dizendo que só iria trabalhar se recebesse. E eu não passei a mão em relação a isso porque esse grupo também não fez dentro de campo o que deveria. Então, quando se escuta a verdade, ela dói", pontuou.
Por fim, Roberto Fernandes ainda lembrou do seu aproveitamento à frente do time. Superior ao dos seus antecessores, Waldemar Lemos e Beto Campos. E revelou que antes de aceitar o convite do Náutico, o atacante William estava pensando em encerrar a carreira, aos 34 anos.
"Mesmo sem esse grupo gostar de mim, como disse o William, eu fiz com que esse grupo fizesse mais do dobro de pontos que fez no primeiro turno. Então esse elenco gostava de quem? Do Waldemar? Do Beto? E porque não pontuaram com esse treinadores? No momento como esse se transfere responsabilidade e todo mundo tem que assumir a sua. O William falou que estava pensando em encerrar a carreira antes de vim jogar no Náutico? Ele falou isso para mim. Ficaria muito preocupado se o grupo que não gostasse de mim fosse aquele do Náutico de 2007 e 2008 (quando o clube evitou a queda para a Série B). Ou os cinco que foram campeões comigo. Grupo vencedor era que eu iria ficar chateado. Mas o grupo que teve a performance que esse grupo teve?", encerrou.

