Santa Cruz

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Após deixar o Sport por falta de espaço , Ailton começa a ter o mesmo problema no Santa Cruz

Meio-campo havia se transferido para o Arruda em busca de nova chance na carreira

postado em 10/10/2014 09:00 / atualizado em 10/10/2014 09:19

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco

Julio Jacobina/DP/D.A Press
O espaço que Ailton havia perdido no Sport foi o principal motivo para fazê-lo trocar o Sport pelo Santa Cruz. Agora no Tricolor, ele começa também a sofrer com um certo ostracismo. O atleta chegou no Arruda com credenciais para substituir Carlos Alberto, figurar entre os 11 e ser um dos principais nomes da equipe coral na Série B. Não vem conseguindo até aqui. Nos quatro jogos sob o comando do técnico Oliveira Canindé, o meio-campista só atuou uma vez. Exatamente por 32 minutos, quando estreou ao substituir Memo no segundo tempo da partida contra o América-MG, em Belo Horizonte - há três rodadas.

Canindé já admitiu que queria Ailton quase como um terceiro atacante. Imaginava que o recém-chegado reforço tivesse como característica a aproximação aos homens de frente. Enganou-se. O comandante coral chegou a conversar com os seus auxiliares, Adriano Teixeira e Everaldo Pierrot, para que testar a situação. Os membros da comissão técnica, no entanto, acharam a ideia “forçada” e convenceram o treinador a desistir do improviso.

O próprio Ailton, já em sua apresentação oficial no Santa Cruz, em 24 de setembro, havia deixado claro que fazia melhor o papel de terceiro volante. E não era um meia-atacante, conforme gostaria o treinador. No máximo, estritamente, um meia de ligação - como foi no Sport. Os atletas do setor de criação do Santa, porém, vêm sendo relativamente eficientes e deixam Ailton só como opção. Wescley é regular. Com Canindé, Danilo Pires voltou a ser uma peça-chave no esquema. De quebra, Ailton ainda tem a sombra de Renatinho e Natan no banco.

Para atuar como cabeça de área, a situação é ainda mais complicada. A sua entrada sacrificaria todo o esquema proposto pelo técnico, que, inclusive, acabou minimizando os erros de combate da equipe em comparação à Era Sérgio Guedes. Bem menos marcador que os titulares da posição, Sandro Manoel e Bileu, Ailton, como volante, não seria capaz de cobrir as brechas deixadas nas constantes investidas pelos laterais do time  - principalmente pelo lado direito, com Tony.