Santa Cruz

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Vinícius Eutrópio reconhece falta de sincronia no sistema ofensivo do Santa Cruz

Como conta com quatro peças no setor em seu sistema tático, treinador coral afirma que é mais difícil conseguir uma sintonia entre estes atletas

postado em 04/04/2017 08:30 / atualizado em 04/04/2017 08:47

Ricardo Fernandes/DP
Não é de hoje que o Santa Cruz vem sofrendo para criar jogadas. Quando cria, peca na finalização. Não à toa os jogadores do sistema ofensivo não balançam as redes há quatro jogos na temporada. Embora acredite que o time coral detenha uma boa média de gols, argumento que usa para minimizar a baixa dos atletas da meia e do ataque, o técnico Vinícius Eutrópio admite que falta mais sincronia entre as peças do setor. 

O time tricolor dispõe de um quarteto ofensivo, formado por um meia, dois pontas e um centroavante. Com tantos jogadores na frente no seu sistema tático, Eutrópio reconhece que fica mais difícil alcançar uma sintonia entre os atletas do setor. Confirma que o “problema (do Santa Cruz) está no último terço” do campo.

“Trabalho, basicamente, com quatro atacantes quase. A gente não abre mão desse conceito. O que a gente precisa, realmente, melhorar, que não é tão fácil, é a consciência deles de fazer as coisas automáticas. Quando um se infiltra, outro vem numa linha, tanto de um lado como do outro. Isso a gente faz até nos aquecimentos. Mas é óbvio que a sincronia é mais difícil porque são quatro para sincronizar ao mesmo tempo. Quando a gente faz sincronismo, a gente chega e tem a posse de bola. Quando não, a gente fica com quatro fixos lá e essa é a coisa ruim desse sistema”.

Mesmo ciente que é necessário um melhor entendimento entre os homens do setor ofensivo, o treinador diz que os números têm sido razoáveis. “Chegamos várias vezes no ataque (contra o Itabaiana, no Arruda). Noventa por cento dos nossos jogos foram partidas equilibradas. A gente está dentro da nossa média. Nos confrontos de igualdade temos levado vantagem sobre todos os adversários”, comentou. Em 16 jogos no ano, 18 dos 25 gols feitos pelo Santa foram das peças de meio-campo ou ataque, ou seja, 72% do total.