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No Santa Cruz, Givanildo assume culpa por goleada e diz que time precisa reagir

Técnico tricolor espera que atletas tenham compreendido peso do 4 a 0 sofrido do Paraná: "Se eu detectar algum que não ficou chateado, aí comigo não"

postado em 30/07/2017 15:26 / atualizado em 30/07/2017 15:35

GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO
O treinador Givanildo Oliveira chamou para si toda a culpa da goleada que o Santa Cruz sofreu do Paraná. Depois do 4 a 0 na Vila Capanema, o técnico coral tirou dos jogadores a carga  responsabilidade pelo elástico placar sofrido. Prefere não estender as lamentações da derrota para que o time reaja na Série B. Mas espera que os atletas tenham ao menos compreendido o peso da goleada.

O Santa Cruz jogou desfalcado que peças importantes como o volante Elicarlos e o atacante Bruno Paulo. Ausências que não podem servir como justificativa para o revés, segundo Givanildo. Ele preferiu blindar o elenco, colocando-se como responsável pela derrota.

“Claro que (o time com desfalque) não é desculpa. Quem estiver no grupo, tem condição. Desta vez, não aconteceu. Estou falando de grupo, mas eu assumo a culpa. Eu que escalo, eu que troco. Eu sou o principal culpado”, declarou o treinador, sem esconder a insatisfação com o rendimento da equipe, entretanto. Sentimento que espera que os jogadores também tenham tido.

“Sentimento é de tristeza. Tem que ser. Se eu detectar algum que não ficou chateado, aí comigo não. Claro que não voltar alegre (ao Recife), satisfeito. De jeito nenhum. Agora a vida que segue. A partir de hoje pensar no que vai fazer”, falou. ““É colocar a cabeça no lugar. Não acabou o mundo, mas tem que reagir o mais rápido possível”, emendou.

Temor por placar ainda mais elástico

Givanildo achou que o Santa Cruz poderia deixar Curitiba com uma goleada ainda maior. Admite que acionou dois volantes para evitar isso. “João (Ananias) entrou mais para segurar ali, ele e o Wellington (Cézar). Para não tomar mais gols.Não tinha mais chance. Era fechar. Já pensou em tomar o quinto e sexto gol? A minha intenção nos últimos dez minutos foi esse.” Para o comandante, a derrota foi “merecida”.

“Pelo que nós jogamos e pelo que o adversário jogar. Claro que é chato perder, ainda mais de 4 a 0. Aí se torna mais chato ainda. O tal do futebol às vezes apronta cada uma que você não espera, mas acontece”, pontuou.