“Foi uma estreia boa, por ser estreia que tem aquele peso, tensão, dentro de casa. Você se pergunta: ‘será que a torcida vai me aceitar?’. E sabemos do nosso potencial, o professor me conhece, mas isso pesa bastante. Confesso estava pouco ansioso e acho que foi uma estreia boa”, afirmou.
Allan saiu do Joinville ainda no final de 2018, no dia 30 de novembro. Alegando salários, direito de imagem e FGTS atrasados, o caso foi parar na 4ª Vara do Trabalho de Joinville, no interior de Santa Catarina. Por rescisão indireta, o pedido para sair do clube, entretanto, foi inicialmente negado a Allan Dias - o que só veio a ter um desfecho na semana passada.
“Foi duro. A primeira vez que passei por isso, nunca tinha passado e foi meio complicado. Um pouco mais de um mês bem tenso, eu e minha esposa oramos bastante pedindo a Deus que nos ajudasse, temos Deus conosco e na hora certa Ele iria nos abençoar com liberação, no momento Dele. Confesso fiquei pouco tenso. Até brinquei com Leston quando saiu a liberação, o time ainda estava em João Pessoa, e parece que tinha saído uma tonelada das minhas costas. Até passei a brincar mais, fiquei mais tranquilo”, detalhou Allan, admitindo que o período de indefinição chegou a atrapalhar sua pré-temporada.
Homem de confiança
Allan Dias trabalhou com Leston Júnior no Botafogo-PB, no ano passado. Foi campeão paraibano. Fez quatro gols em 31 partidas pelo clube de João Pessoa. Chegou ao Arruda referendado pelo treinador. Contra o América, mostrou ser um atleta que chama o jogo para si. De força, faz a chamada “parede” para reter a bola no setor ofensivo, o que muito agrada a Leston Júnior, segundo o próprio Allan.
“As palavras dele que geralmente costumo ouvi desde que trabalhamos no Botafogo é que sou um homem de muita retenção. Ele me elogia bastante em relação a isso, bola bate e não volta. E para equipe é bom, dá equilíbrio a defesa, a bola ficar batendo e voltando toda hora é ruim e uso bem isso, dentro do jogo é uma das minhas armas”, destacou.

