Se o início do campeonato foi marcado pela briga pelo G4, com o passar da competição a briga do Santa Cruz mudou. Hoje, a realidade coral é a luta contra o rebaixamento. E é nisso que os tricolores se concentram nesse momento. Sabem da importância que o Arruda tem. Contam com o apoio da torcida para vencer o América-MG e dar início a uma arrancada de recuperação. “São 11 rodadas, 11 decisões, principalmente os jogos em casa. É matar ou morrer. Ainda dependemos de nós, temos confrontos diretos e temos que fazer o dever de casa. O próximo jogo vai ser fundamental, um divisor de águas”, alertou o zagueiro Guilherme Mattis.
O Santa Cruz tem uma campanha apenas regular em casa nesta Série B. O início de campeonato foi muito bom. Até a 16ª rodada, o Tricolor tinha quatro vitórias, três empates e somente uma derrota em oito jogos realizados no Arruda. Depois disso, se complicou. Sofreu três derrotas seguidas, para Paysandu, Criciúma e CRB até se recuperar com o triunfo por 3 a 0 sobre o Goiás. No último confronto em casa, empate em 0 a 0 num embate franco com o Ceará.
Se vencer os seis jogos restantes que terá em casa nesta Série B, o Santa Cruz estará livre do rebaixamento, mesmo que não conquiste nenhum ponto fora. Atualmente com 29 pontos, o Tricolor chegaria aos 47, o que, segundo o site especializado em projeções futebolísticas Chance de Gol, indica 99,9% de chance de permanência na divisão. A importância das partidas em casa é reconhecida pelos jogadores. “Jogando em casa, com a torcida a favor, temos que transferir o nervosismo para o adversário. Tem que pressionar o tempo todo. Estamos num momento decisivo do campeonato e não podemos bobear. A margem de erro é zero”, afirmou Guilherme Mattis.
A sequência do Santa Cruz no Arruda
América-MG (07/10)
Oeste (16/10)
Luverdense (23/10)
Náutico (02/11)
Paraná (13/11)
Juventude (24/11)