"Antes da minha chegada, haviam essas negociações. Tive reunião com o representante do Vitor e existe um débito. É isso que está colocando dificuldade. Além disso, ainda temos que adequar o salário do Vitor e, nos próximos dias, deveremos ter alguma resposta”, afirmou Fred Gomes, executivo de futebol do clube.
A situação de Vitor
O Superesportes entrou em contato com Vitor, que revelou uma conversa do seu empresário do com o Tricolor. Um primeiro passo nas negociações. Vitor está adaptado ao Recife e não tem desejo de deixar a cidade. Na última partida do atleta em 2017, ele relatou a emoção de conseguir voltar a jogar e revelou seu carinho pelo Santa Cruz apesar dos problemas financeiros. Por esses motivos, a permanência é algo possível, mas dependerá da quitação das dívidas.
Grafite e executivo comentam o caso
A situação de Grafite é similar a de Vitor. Uma reunião com o vice-presidente Tonico Araújo nesta quinta-feira pode dar o primeiro passo para a continuidade do atleta no Arruda. Grafite afirmou que ainda não houve nenhuma conversa com a direção após a eleição. Assim como o lateral-direito, o que pode travar uma permanência são as dívidas. Quando veio para o Arruda neste ano, o atacante negociou com o presidente Alírio Moraes. A promessa era que ele se encarregaria pessoalmente de pagar a dívida com o atleta.
“Tive uma conversa com o Alirio (quando veio em 2017) e ele se prontificou de acertar os débitos (que existem desde 2015). Ele está saindo agora. Não sei como ficará a situação dele no clube, mas o que foi combinado que seria isso (que ele pagaria independente do clube). Vamos sentar para conversar também. Amanhã (quinta), irei para Florianópolis (para a partida de Zé Roberto) e acho que, na semana que vem, teremos uma definição”, afirmou o atacante.
Grafite afirmou ainda que recebeu sondagens de dois clubes do Sul e do São Caetano. A proposta do clube paulista seria um contrato de três meses para o Campeonato Estadual, algo que não agradou o camisa 23 do Tricolor. A esperança é jogar seu último ano como profissional perto da família. “Não quero sair do Recife agora. Até por conta da escola das meninas. Já teve a mudança de Curitiba (jogou no Atlético-PR) nesse ano e espero conseguir um contrato bom por aqui”, contou.
No clube, a permanência de Grafite é tratada como importante para o reerguimento do Santa Cruz. “Grafite a gente não tem o que falar. Quando acertei, foi a primeira pergunta que fiz ao presidente. O Júnior também. Ele falou que se o Grafite quiser abraçar essa reconstrução, o clube está de portas abertas. Em qualquer lugar. Se ele quiser integrar a comissão técnica, ele vai ajudar. Se ele quiser ir para o quadro administrativo, ele vai ter espaço. Vai ser um orgulho contar com o atleta que será exemplo para quem chegar”, elogiou Fred Gomes.

