Tranquilo e reiterando plena confiança no trabalho do técnico Júnior Rocha, o mandatário tricolor vê com naturalidade o jejum de vitórias do time - que em quatro jogos, empatou três e perdeu um em 2018. Admite, porém, que a falta de vitórias causa um incômodo. Mas enxerga o caminho trilhado pelo clube até aqui como o mais correto para colher frutos naquele que é, segundo presidente, o maior objetivo do ano: o acesso à Série B.
"Júnior (Rocha) tem nossa total confiança. Não é por um jogo ou por um outro trabalho que vamos julgar todo o tudo. O nosso trabalho é a médio e longo prazo. Esse elenco vai oscilar, é natural. O próprio Náutico perdeu em uma rodada de três, na outra meteu três no Sport... É começo de temporada. Nossa equipe já mostrou lampejos de bom futebol. E, claro, existe ainda o lado psicológico que pesa", disse Constantino Júnior.
A folha salarial do Santa Cruz gira em torno de R$ 250 mil. Sem as cotas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, já adiantadas no ano passado, o clube tem se virado com a cota da primeira fase da Copa do Brasil (R$ 500 mil) e patrocinadores. Não em vão, o mandatário tricolor é bastante realista ao tratar o Estadual como um observatório a fim de encontrar atletas a baixo custo já mirando o Brasileiro da Série C no segundo semestre.
"A gente ainda vive um momento de dificuldade financeira e precisamos eleger prioridades. O Pernambucano passou a ter outra formatação este ano e optamos por testar alguns jogadores com poucos recursos. Temos que trabalhar dentro do orçamento. Claro que ninguém quer perder. Queremos ganhar, é lógico. Mas tivemos que tentar algumas experiência, alguns atletas de menor bagagem. E a hora é agora, tentando emplacar e buscando descobrir, revelar atletas", detalhou o mandatário. "Não podemos é nos desesperar, tirar todo e achar que o trabalho está sendo mal feito. Precisamos ter tranquilidade", acrescentou.
Psicológico
Assim como ressaltou o técnico Júnior Rocha, Constantino Júnior vê que o peso das recentes más campanhas do clube ainda recai sobre o atual elenco - embora a grande maioria dos jogadores não tenham participado da campanha que rebaixou o clube à Série C no ano passado, por exemplo.
"Ainda existe o peso lado psicológico que é afetado. A equipe começa bem, leva o gol e o time sente isso. É algo natural para um começo de trabalho. Tem muita gente nova. Claro queremos muito mais que isso. Temos que ser frios, não podemos avaliar tudo por só um jogo. A liderança do treinador tem acontecido, o trabalho é bem feito para o pouco tempo, mas a carga é pesada", pontuou.

