“Eu jogo um pouco mais avançado. Gosto de atacar mais, de ir para cima. Tanto é que quando comecei minha carreira, eu era atacante. Tenho uma facilidade maior para chegar à frente. Mas claro que preciso marcar também, fazer a linha (defensiva), se não, fico sem jogar. Guardar a posição e ajudar a na defesa. Não tem lateral que jogue sem ajudar na marcação”, disse o lateral.
Além de Cesinha, o Santa Cruz tem no elenco para mesma posição Augusto Potiguar (destaque do sub-23 e que vem sendo titular na pré-temporada) e outro recém-contratado, o experiente Marcos Martins, que conquistou o acesso à Série B neste ano defendendo o Botafogo-SP e sendo titular em toda Série C. Na última temporada, o Tricolor tinha no elenco Maílton, jogador que fazia exatamente as mesmas funções e foi útil ao longo de 2018.
“É uma disputa saudável e boa para o clube. Tanto eu, Marcos ou Augusto (Potiguar), quem entrar vai ajudar. Temos que pensar no melhor para o elenco e para o time nas competições. Augusto, apesar de subir agora do sub-23, já jogou no profissional de outros times. Marcos vem de um acesso pelo Botafogo de Ribeirão Preto. Qualquer um de nós vai corresponder as expectativas”, destacou Cesinha.
Contratado junto ao Urberlândia, onde fez sua última partida em julho (quando o clube foi eliminado do Brasileiro), Cesinha terá pela frente o maior desafio da sua carreira. Pela equipe mineira, ele fez 17 partidas ao longo de 2018, pela Série D, Copa do Brasil e Estadual. Foi titular em praticamente toda temporada. Assim como aconteceu em 2016, ano em que mais entrou em campo na carreira: foram 33 partidas defendendo a Portuguesa-SP. Tanto tempo de inatividade não preocupa o atleta.
"Isso não me atrapalha porque eu estava vindo bem preparado. Esse tempo que eu tava parado estava trabalhando, me preparando. Os preparadores disseram que eu estou bem. É pegar mais o estilo de jogo e estar preparado para agarrar a oportunidade, que uma hora vai aparecer", afirmou.

