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A reportagem do Superesportes foi procurada por funcionários insatisfeitos que voltaram mais uma vez de mãos vazias da tesouraria do clube e cogitaram cruzar os braços novamente em protesto. A diretoria, por sua vez, deu mais uma justificativa. Esperava, para esta sexta-feira, um crédito que iria garantir os vales. A operação financeira, no entanto, deu errado e só poderá ser feita na segunda-feira. A expectativa do pagamento de uma das folhas em aberto, porém, é ainda no fim da próxima semana.
"A expectativa é que até o dia 17 ou 18 liquidaremos a fatura, conforme compromisso firmado com a comissão de funcionários do Santa Cruz. O pagamento independe da nossa vontade pessoal, mas foram muitos recursos bloqueados na Justiça e estamos lidando com burocracia muito grande na liberação das receitas. Tenho sempre uma olhar esperançoso, pedindo a compreensãode todos", explicou-se o presidente Alírio Moraes.
Entre 20 e 21 de outubro, parte dos funcionários paralisaram as suas atividades, mas encerraram a greve após a criação de uma comissão para resolver o assunto junto a Alírio Moraes. Antes do jogo contra o América-MG, no último domingo, a torcida chegou a encabeçar uma campanha de doação de cestas básicas para os trabalhadores do Tricolor. Apesar do cenário de dificuldade, Alírio espera terminar 2016 sem dívidas nenhuma com os trabalhadores. "O esforço nosso é no sentido de virar o ano deixando tudo em dia."
Atualmente, a folha salarial com o administrativo do Santa Cruz está em R$ 175.878,00. Já a dos os trabalhadores ligados ao futebol (da cozinha, lavanderia, manutenção do gramado, comissões e analistas de desempenho) é bem maior: R$ 337.527,00. Há ainda outros R$ 82.140,00, referentes aos colaboradores das categorias de base e do futebol de salão. A folha do jogadores, por sua vez, gira em torno de R$ 1,3 milhão.
Cézar Baiano
Por outro lado, o Santa Cruz pagou a primeira de dez parcelas do acerto com a viúva de Cézar Baiano, equivalente a R$ 34.200. A ação movida em nome do ex-jogador coral (falecido em 2013 e com passagem no clube em 2007) levaria o Arruda a leilão e, caso o Tricolor não tivesse pago o valor, o estádio voltaria a ficar na mira da Justiça.


