Santa Cruz

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Defesas firmes, uma falha e um "milagre": a estreia de Júlio César no Santa Cruz

Substituto de Tiago Cardoso na meta coral após seis temporadas, novo camisa 1 do time teve atuação regular contra o Campinense, em Campina Grande

postado em 26/01/2017 08:40 / atualizado em 26/01/2017 10:53

Nando Chiappetta/DP
A torcida do Santa Cruz começou a se acostumar nesta quarta-feira a ver outro gol defendendo a meta coral. Após contar com Tiago Cardoso durante as últimas seis temporadas, o ex-Náutico Júlio César estreou com a camisa 1 do Tricolor no empate em 1 a 1 contra o Campinense, no Amigão. Um erro que contribuiu para o gol do adversário, defesas firmes e um verdadeiro milagre que operou no fim da partida marcaram o primeiro jogo oficial do goleiro com a camisa do seu novo clube.

Após o fim da partida, Júlio César justificou o lance que resultou no gol do Campinense. "A única explicação que tenho é o vento. Na hora que houve a cabeçada para a área, a bola voltou e entrou. Estava ventando muito a favor e deu tudo certo para o gol deles." E avaliou a sua estreia. "Goleiro nunca fica satisfeito quando toma gol, mas foi uma boa estreia. Foi positivo. Consegui fazer algumas intervenções que ajudaram a euipe e eu me senti bem. A camisa caiu muito bem e eu estou me sentindo em casa."

Júlio César já havia participado de dois jogos-treinos, contra Agap e Timbaúba - ambos terminaram 3 a 0 a favor do Santa. Além disso, jogou o amistoso com do Paysandu - válido pela Taça Asa Branca e vencido por 1 a 0. Não foi vazado em nenhum deles, mas também não foi exigido. Frente ao Campinense, na estreia da Copa do Nordeste 2017, a defesa tricolor não o ajudou tanto.

A retaguarda do Santa Cruz cansou de falhar e ele precisou intervir diversas vezes. Impediu uma tentativa de Negretti, de Augusto (quando Jaime perdeu a bola na intermediária), consertou uma lambança de Eduardo ao se esticar para cortar uma bola na grande área e ainda salvou gol de Gilmar no primeiro tempo. Contou também com a sorte quando o mesmo Augusto acertou a sua trave esquerda.

Na etapa final, ele seguiu seguro debaixo das traves até os 38 minutos, no momento que a Raposa fez 1 a 0. Errou na saída da barra antes de Augusto cabecear a bola para dentro das redes. Redimiu-se, entretanto. Quando o jogo já estava 1 a 1, aos 45 minutos (dois após o gol de empate coral), operou um verdadeiro milagre. Lessinho chutou à queima-roupa, e Júlio César defendeu em um lance de puro reflexo. Intervenção fundamental para a manutenção do empate. "A defesa foi num momento importante, porque se nós tomássemos o gol naquele momento, não conseguiríamos o empate. O gol do goleiro é  fazer uma defesa dessas e ajudar a equipe", disse.